Na história dos grandes líderes, o fator sorte sempre fez a diferença. Não basta reunir os atributos de um líder para que uma pessoa se torne um deles. É preciso contar também com a sorte.

Bolsonaro nunca foi um líder no seu tempo de caserna. Nem depois quando por sete vezes consecutivas exerceu o mandato de deputado federal. Fazia parte do chamado baixo clero da Câmara.

Despontou como líder quando decidiu se eleger presidente, coisa na qual nem ele acreditava. Teve a sorte de um louco esfaqueá-lo, de escapar com vida e do líder das pesquisas estar preso.

Aí veio a pandemia da Covid-19 e ele não soube enfrentá-la. Apostou que o importante seria salvar a economia deixando que morressem os que tivessem de morrer – morreram muito mais.

Aí veio a decisão do Supremo Tribunal Federal que soltou Lula e depois anulou suas condenações, permitindo que ele voltasse a sonhar com a presidência da República.

Aí Bolsonaro, com medo de ser derrotado, passou a confrontar a Justiça e a tentar desacreditar o processo de votação. É o que ainda faz sem com isso ter atraído um voto a mais além dos que já tem.

Aí veio a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, a inflação disparou no mundo todo e o preço do barril de petróleo mais do que dobrou encarecendo os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha.

À crise deflagrada com a Justiça sucedeu-se a que está em curso com a Petrobras. Vieram os tiros que mataram na Amazônia o indigenista e o jornalista. E, agora, o escândalo na Educação.

Logo mais, os resultados da  nova pesquisa de intenção de votos do Datafolha. Na anterior, de maio, Lula apareceu 21 pontos à frente de Bolsonaro. Tão cedo Bolsonaro voltará a dormir bem.



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