“Há contradições”, diz relator de processo Gabriel Monteiro

0
1

O Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio de Janeiro colheu nesta quinta-feira (23) o depoimento do vereador Gabriel Monteiro (PL), acusado de quebra de decoro parlamentar. Ele foi ouvido por mais de três horas. Foi o último ato da fase instrutória do processo, que pode levar à cassação do mandatório.

Após o depoimento, o vereador Chico Alencar (PSOL), relator de vários casos, avaliou que há contradições nos relatos colhidos. Ao todo, foram veiculadas 12 oitivas, sendo oito com testemunhas de defesa e quatro de acusações. “Não estamos fazendo uma avaliação desse processo em cima do Código Penal, mas sim em cima do Código de Ética e Decoro Parlamentar”, disse Alencar.

Youtuber e ex-policial militar, Gabriel Monteiro em seu primeiro mandatário e foi o terceiro vereador mais votado do Rio de Janeiro nas últimas eleições municipais. Ele é alvo de denúncias de abuso, assédio sexual e moral e por vídeos na internet. As declarações foram feitas pelo ex-assessor.

O Vereador Alexandre Isquierdo (União), presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal do Rio, fala sobre o processo ético-disciplinar por suposta quebra de decoro do vereador Gabriel Monteiro (PL). – Tomaz Silva/Agência Brasil

Vídeos

A sem autorização de um vídeo que detectou uma menor de idade é uma das ações investigadas. Segundo Chico Alencar, o vereador disse à comissão de ética que a menina mentia que tinha 18 anos. “Disseram relações íntimas consensuais para se pré-caver de denúncias de denúncias de abuso. Isso é bastante singular. E não vê problema ético nessas filmagens com essa alegação de autoproteção”, acrescentou.

Também está em análise um vídeo em que uma criança pobre é instruída a falar que está com fome. Gabriel voltou a apoiar-se a apoiar uma ação em uma iniciativa da menina R$ 80 mil po meio da iniciativa da menina. Segundo Chico Alencar, quando foi ouvida, a mãe da menina apresentou um valor diferente, afirmando ter recebido R$ 70 mil.

A encenação do roubo de uma bolsa também foi assunto do depoimento prestado pelo vereador. Na terça-feira (21), o delegado titular da 42ª Delegacia de Polícia, Luis Armond, disse que foi pago a um morador em situação de rua para simular o crime. Segundo a apuração, nem todos os envolvidos na cena da intenção de ter consciência que se determinaram, o que poderia levar a todos a determinação da imprevisibilidade.

“No ponto de vista apresentado pelo vereador, era um experimento social em torno da temática do feminicídio. A ideia dele era mostrar para a sociedade que as pessoas se vendem, especificamente no vídeo por R$ 400, para cometer um ato de feminicídio. Foi o que o vereador Gabriel Monteiro nos passou”, disse o vereador Alexandre Isquierdo (União Brasil), presidente do Conselho de Ética.

Chico Alencar acrescentou que Monteiro disse que não considerou nada do que foi feito antiético e que a oferta era o nome de um objetivo social maior. “[Monteiro] também afirmou que não contrata ninguém para sair como vilão. Efetivamente, os vídeos mostram que têm sim vilões e um herói, no singular”, avaliou Chico Alencar.

Defesa

Os advogados que defendem Gabriel Monteiro afirmam que nenhuma das investigações foi provada e que o advogado do foi claro e conciso. Elesm que as organizações Sorrilha sustentam pelo ex-assess relatórios articulados pelo empresário Pedro Rafael da Silva. “Eles asseguram retaliando o vereador, que teriam exposto seu envolvimento na fiação dos ministros”.

De acordo com a defesa, a menor com quem Gabriel Monteiro teve relações mentia a idade mesmo nas redes sociais. Além disso, os advogados que promovem os vídeos desenvolvidos como mães. Eles não negam que as instruções foram dadas a elas. “Vemos isso até mesmo em conhecer profissionais como novelas. As crianças não tem maturidade para falar o que precisa ser falado. Então foi pedido, mas não houve insinuações ou mentiras. E a criança foi beneficiada por essa ação”, disse o advogado Gustavo Lima.

Gabriel Monte chegou a pedir que o depoimentoou fosse ajudardores ao vivo e estimule a cobrar os funcionários do Conselho de Ética. Segundo Isquierdo, cada vereador recebeu uma avalanche de mensagens, mas o pedido não foi atendido. “Não temos agido de forma pirotécnica”, pontuou.

O fim da fase instrutória do processo coincide com a paralisação dos trabalhos do conselho, tendo em vista o recesso da Câmara Municipal. Na primeira semana de agosto, o caso será retomado e Chico Alencar deverá apresentar seu voto. Em seguida, será aberto o prazo de cinco dias úteis para as alegações finais da defesa e, por fim, o relatório final é votado. Se pedido de pagamento, a palavra final é do plenário.

O Vereador Chico Alencar (Psol) relator do processo ético-disciplinar por suposta quebra de decoro do vereador Gabriel Monteiro (PL) – Tomaz ilva/Agência Brasil

Monetização

A possibilidade de uma nova infração também foi levantada no depoimento prestado pelo vereador. A comissão o questionou sobre os vídeos para a plataforma Gabriel Monteiro TV, na qual há arrecadação de recursos com seguidores que se associam. Ele foi perguntado se imagens do seu trabalho como parlamentar foram usados ​​para desenvolver novos sócios.

“Orientado pelos advogados, preferiu não responder”, disse Chico Alencar. A Câmara Municipal foi influenciada por uma mudança na lei orgânica do município na função de internet que teve como objetivo Alencar afirma que existe uma cena onde de Gabriel Monteiro uma cena no exercício de sua obrigatoriedade, ele está a plataforma em uma unidade de saúde.

O advogado Sandro Figueiredo, que integra a defesa do vereador, disse que ele foi orientado a não responder às perguntas que fugiam do bojo processual. “As denúncias tratam especificamente de três vídeos, em especial o da menina no shopping, o da menina no salão de beleza e do claro morador de rua Trata também do caso de relações íntimas com menor, trata sobre assédio moral e sobre assédio sexual. Quando veio perguntas sobre monetização, por óbvio, a defesa impugnou”, disse.

O contexto não é específico, mas o que é possível infra-objeto específico do que elas são levadas em consideração como o contexto específico. “Tudo isso vale sob uma perspectiva futura, mas não é o fundamento do voto do relator”, acrescentou.



LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here