A Federação Alemã de Futebol anuncia que transgêneros, não binários e intersexuais podem escolber se atuar em equipes ou femininas. Regra vale para categorias de base, amadoras e futsal.A Federação Alemã de Futebol) anunciou nesta quinta-feira (23/06) que os jogadores e jogadores asgênero, não binários e intersexuais poderão decidir de forma independente (DF) jogar nas competições masculinas ou femininas. A regra vale para as categorias de base, amadoras e futsal a partir da próxima temporada, que começa em agosto.

Em breve, o gênero de jogadores e jogadores assumidas como “não especificado”, tal qual ocorre no registro de pessoas do país 2018. elegibilidade dos atletas, definindo, assim, se jogariam num time masculino ou feminino.

“Uma vez que é possível, desde 2018, que as pessoas se registraram no registro civil como ‘diversas’, houve um aumento no número de atletas com esse status. Isso também afeta aqueles que jogam futebol, o que tornou mais importante a necessidade de regras”, informou a DFB, que é considerada a maior federação do mundo, com mais de 7 milhões de associados, mais de 2 milhões de jogadores, mais de 24 mil clubes e cerca de 130 mil times de futebol.

A decisão da seleção de jogadoras que são ajustadas para um jogador diferente, têm status de gênero “verso” ou “não especificado” uma vez que pode atuar em função em um feminino diferente para o tempo masculino. A regra também vale para quem mudar de gênero.

“Esse é o caso de futebolistas transgênero que, agora, pode mudar [de clube] ou mesmo permanecer no tempo pelo qual estão jogando”, afirmou a federação. “Desde que a atividade esportiva não afete a saúde da pessoa enquanto ela estiver tomando, os atletas podem participar do jogo, razão pela qual a nova verificação exclui a atenção do doping”, acrescentou.

Para Sabine Mammitzsch, vice-presidente da federação e que supervisiona o feminino da DFB, há tempo existe a necessidade de futebol muito claramente nesse sentido.

“O Estado e associações regionais, mas também pessoas [que trabalham] nas categorias de base, têm sinalizado há muito tempo que há incertezas sobre como acomodar transgêneros, intersexuais e não binários. Por isso, esta introdução a uma regra nacional e abrangente sobre os direitos de jogar é muito bem-vinda”, afirmou Mammitzsch.

Outras federações debatem o tema

A decisão da DFB ao encontro do que prega o Comitê Olímpico Internacional em termos de transferência a responsabilidade em relação ao assunto para cada órgão competente, já que não existe uma regra universal nos esportes para a participação de transgêneros, intersexuais e não binários, mesmo em nível de elite.

Por sua vez, a Fifa, entidade que comanda o futebol mundial, anunciou nesta semana que está revisando suas políticas de elegibilidade para esses atletas.

Uma porta-voz da entidade confirmada à agência DPA que “a Fifa está atualmente revisando suas regulamentações de geração de notícias com artigos especializados”, acrescentando que um feed não é informado sobre regras específicas enquanto o processo está em andamento.

Nesta terça-feira, a Federação Internacional de Natação (Fina) e a Liga Internacional feminina de Natação (IRL) aprovaram regras que restringem a participação de mulheres transgêneros em países.

O órgão da World Athletics, que rege o atletismo mundial, Sebastian Coe, elogiou o estabelecido pela Fina. Em entrevista à BBC, ele disse que o atletismo poderia seguir a federação de natação, com uma reunião de seu conselho para contestação o assunto no final do ano. Sob regras atuais, as mulheres precisam ter níveis mais baixos de testosterona em certas regiões.

Na semana passada, a União Ciclística Internacional (UCI) restringiu suas regras limitando os níveis de testosterona para transgêneros.

gb/ek (Reuters, AP, ots)