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Segundo ela, este item estabelece que, para ser CEO da Petrobras, é preciso experiência profissional mínima de “dez anos (Imagem: Money Times/Renan Dantas)

O processo para Caio Paes de Andrade se tornar presidente da Petrobrás (PETR4) terá uma decisão na sexta-feira, quando uma companhia avaliará se o indicado pelo Ministério de Minas e Energia para o cargo preenchendo requisitos profissionais, o que na avaliação de uma conselheira da estatal pode complicar os planos do governo.

Embora o governo acredite que Andradezanelli atenda às exigências de uma carga, disse à Reuters, Rosângela Bu, representante dos funcionários da Petrobras no Conselho de Administração da estatal, não concorda.

Com o pedido de demissão de José Mauro Coelho do Comitê de Elegibilidade (Celeg) da Petrobras na sexta-feira, é vista um movimento que pode finalmente pacificar a relação entre a empresa e o acionista.

O aval do Celeg abriria caminho para o indicado pelo ministério atual secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital tornar-se presidente da companhia, após o governo trocar os últimos três CEOs por descontentamento sobre a política de preços.

Mas, se assim for, haveria uma força significativa do artigo 17 da Lei das Estatais, disse Buzanelli. Segundo ela, este item estabelecimento que, para profissional ser CEO da Petrobras, é experiência no setor público privado, na área de atuação da empresa pública ou da sociedade de economia mista ou em área mínima ou precisa para a necessidade de qual são indicados em função de direção superior”.

O artigo demanda, de forma alternativa, experiência de quatro anos em carga de diretoria em empresa de porte similar, “cargo público de confiança em nível superior (DAS-4) ou ainda carga de docência ou pesquisa na área de atuação da empresa”.

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A indicação de Cai Paes de Andrade não atendeu minimamente aos que seguiu na legislação e no estatuto social da companhia (Imagem: REUTERS/Sergio Moraes)

“O fato é que Andrade não tem notório conhecimento na área, é formado em Comunicação Social e sem experiência no setor de petróleo e energia”, disse a conselheira, ressaltando que esta é sua avaliação e não a do conselho.

Alguns dos membros do conselho integram o Celeg.

Já o artigo 20 do Estatuto Social da Petrobras, citou a conselheira, exige que os diretores executivos da empresa tenham “capacidade, notório e especialização nas áreas de contato em que esses alunos atuarão, observados o Plano de Conhecimento da Organização” e profissionais “dez anos de experiência em liderança, preferencialmente, no negócio ou em área correlacionada, conforme especificado na Política de Indicação da companhia”.

“A única incursão profissional de Caio Paes de Andrade com a função pretendida foi a participação de um ano no conselho brasileiro da PPSA (Pré-sal Petróleo SA), estatal que administra o petróleo compatível”, lembrou ela.

“A indicação de Caio Paes de Andrade atendeu minimamente aos que seguiu na legislação e no estatuto social. É um acinte”, acrescentou ela.

Questionado se muitos obstáculos Andrade poderia mesmo conseguir o comando da empresa, a conse ponderou. “Se nada for feito, acho possível, pois a decisão não é da área técnica da empresa, é de um comitê de indicados e do Conselho.”

Questionado se muitos obstáculos Andrade poderia mesmo conseguir o comando da empresa, a conse ponderou (REUTERS/Sergio Moraes)

O Comitê de Elegibilidade é composto pelos membros do Conselho de Administração Francisco Petros (presidente do Celeg) e Luiz Henrique Caroli, enquanto os membros externos são Ana Silvia Matte e Tales Bronzato.

Além disso, o conselheiro Marcelo Mesquita, eleito pelos acionistas minoritários detentores de preferenciais, foi convidado para avaliar o caso, e somente se opinaria em caso de empate.

Para uma fonte da cúpula do governo, que falou na condição de anonimato, o nome de Andrade “satisfaz todos os critérios” e deve ser aprovado.

Procurado, Caio Paes de Andrade preferiu não se manifestar. Ministério de Minas e Energia não disser imediatamente.

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