O grupo israelense NSO chegaram nesta semana ao Parlamento Europeu que seu software de espionagem Pegasus foi utilizado por pelo menos cinco países do continente. Reconhecendo que “cometeu erros”, a companhia enfatizou a necessidade de um padrão internacional para regular o governamental fazer espião de spyware.

“Estamos tentando fazer a coisa certa e isso mais do que outras empresas que trabalham no setor”, disse Chaim Gelfand, diretor de compliance (normas para fraudes ou crimes) da empresa, Comissão de Inquérito do Parlamento Europeu para Investigação do Uso do Pegasus, na sigla em inglês). “Para cada cliente que vendemos [o software]trabalhamos com atenção com antecedência para avaliar o estado de direito daquele país.”

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Anunciada em abril deste ano, a comissão do Parlamento Europeu investiga violações de direitos autorais pelo Pegasus no continente. Nos últimos meses, informados para os políticos, denúncias estão sendo usados ​​para espionagem pertencentes a políticos, diplomatas e membros da sociedade civil, entre eles o presidente da França, Emmanuel Macron. No Brasil, ele foi responsável pela saída do presidente da SaferNet, Thiago Tavares, do país.

No início de fevereiro, a EDPS (Autoridade Europeia de Proteção de Dados) pediu início do programa de desenvolvimento Europa e do uso. De acordo com a entidade, “o nível sem precedentes de intrusão” do spyware espião pode colocar em risco ou direito dos usuários à privacidade.

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Como funciona o Pegasus

O Pegasus é projetado para se instalar dentro de smartphones e explorar dispositivos para obter seu controle e dados projetados. Como geralmente são atingidos por meio de ataques em clique. Os alvos, em geral, são induzidos a clicar em um link enviado por mensagens no iMessage ou no Whatsapp.

A partir daí, o spyware oferece suporte para uma ampla gama de recursos, entre o paradeiro de captadores, captadores de escuta e captadores de mensagens — mesmo aplicativos criptografados.

Em tese o grupo NSO, a ideia do software era facilitar o rastreamento por trás e segundo, peófilos ciberterroristas. Mas na prática o que tem se consolidado, atualmente, é uma perseguição contra jornalistas, ativistas de direitos humanos e opositores de regimes políticos.

Em relatório provisório sobre o spyware espião, o Parlamento Europeu conclui que o uso do Pegasus “não requer cooperação com empresas de telecomunicações” e pode facilmente superar criptografia, certificados SSL e outros protocolos. “O modus operandi do Pegasus revela claramente sua capacidade de ser utilizado para vigilância direcionada e indiscriminada”, diz o texto.

Crédito da imagem principal: PX Media/Shutterstock

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