Luís Roberto Barroso
Para o ministro, as redes sociais deram espaço para posições RE mais extremistas e intolerantes (Imagem:UTERS/Adriano Machado)

O ministro Luís Roberto Barroso, Faz Supremo Tribunal Federal (STF)nestas-feiras como mídias sociais se tornaram os meios destrutivos de objetos e perderem a preocupação com a democracia, que devem ser vistas como meios de normas de segurança.

Barroso uma defesa dos meios tradicionais de comunicação e imprensa e frisou que as redes sociais, por um lado, ajudou a democratizar a informação, mas, outro, também amplificaram a voz de grupos radicais e que contestam “até aquilo grupos radicais e que contestam” que é fato”.

Para o ministro, as redes sociais deram espaço para posições mais extremistas e intolerantes.

“Sou militante intenso pelo resgate de uma vida civil e na vida, o que de certa forma as mídias sociais brasileiras morreram para um resgate. Não naturalizar o ódio ao, o desrespeito outro, é um projeto que os de bem vão ter que investir. Estamos vivendo um déficit civilizatório, não Brasil especialmente”, disse ele em evento da Escola de Magistratura no Rio de Janeiro.

“O que vemos na mídia social é que a informação, o ódio e o sensacionalismo muito mais engajado do que o discurso racional, respeitoso e civilizado. E como essas empresas se remuneram por quantidade de acesso, e como publicidade migrou para as mídias sociais, você acaba tendo o incentivo errado que é ampliar o negativo, o ódio, o sensacionalismo e a radicalização”, acrescentou.

Segundo o ministro, as mídias sociais podem ter perdas de receita e de imagem se esse ambiente se perpetuar.

“Essa é a autonomia que precisa enfrentar com a democracia e a vida civilizada. Portanto é preciso um arcabouço legislativo. Mas não sou fã de Estado defendendo liberdade, portanto, gostaria de não respeitar uma censura privada, mas respeitando a liberdade das iniciativas”.

O ministro lembrou que os jornais impressos, nos momentos de apogeu, tinham uma tiragem diária de até 400 mil exemplares no Brasil, enquanto as novas mídias, como exemplares no Brasil Youtube, Facebook e Whatsapp, têm bilhões de membros. Ele lembrou que essas plataformas não param de crescer, enquanto a mídia tradicional, que abastece as redes com conteúdo sem serem remuneradas, está cada vez mais enxuta.

“A gente não deve público tentar minimizar as redes sociais ou tentar parar a, mas é preciso recriar um espaço comum. É preciso revalorizar a imprensa tradicional. A verdade na democracia é plural e não tem dono. A mentira deliberada a gente tem que enfrentar… se perdeu o respeito e consideração pelo outro e pela visão diferenciada”, afirmou.

O ministro do STF citou de votações nas redes sociais por STF.

“O sujeito para dizer que não gosta do seu voto na questão indígena, por exemplo, ou na questão das uniões homoafetivas, ele não se contenta apenas em dizer que não concorda, tem que ser com algo moralmente desqualificador. Foi isso que se criou no Brasil. O outro, o diferente, não tem esse direito, é preciso desqualificá-lo moralmente para se importa. Mas isso não é força, é fraqueza de quem não tem argumentos para colocar na mesa”, afirmou.

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