O mercado renovado como expectativas em relação ao cenário fiscal e passou a apontar para um superávit primário já neste ano de 0,7% do PIB, destacam-se em relatórios aos clientes do Bradesco como economistas Mariana Freitas e Myriã Bast.

A revisão, segundo as duas, se deu nos meses das surpresas recorrentes com a arrecadação federal e com o resultado dos regionais nos últimos.

“Como argumentamos em publicações anteriores, essa melhoria esteve associada, em boa medida, à maior persistência das mercadorias e às altistas sucessivas do cenário da atividade e da inflação. Tal reavaliação levou a projeto deflator do PIB, reconhecimento também uma avaliação na história da avaliação pública”, pontuar também uma avaliação do público da PIB”, e My momentoram deflator do PIB.

Nas últimas, porém, continuam como duas economistas do Bradesco, “tivemos a aprovação semanas medidas que alteram um pouco esse quadro. O PLP-18, que limita as alíquotas de ICMS sobre energia coletiva permanente, telecomunicações e transporte, pode levar a uma perda de 1% do PIB, de forma, para os Estados e municípios”.

Para os economistas, ainda que os valores regionais façam algum ajuste em suas despesas, é pouco provável que o volume supere para déficit no momento não médio prazo. Além disso, o governo central deve ter uma perda na ordem de R$ 17 bilhões em 2022, decorrente da isenção do PIS/Cofins para gasolina e etanol. Essa pode chegar a R$ 46 bilhões, se aprovada a PEC-16, que permite a desoneração do ICMS do diesel e gás de cozinha com compensação da União.

Inflação

No que tange à inflação, segundo segundo a aprovação da Mariana e Myriã, as medidas citadas podem exercer um impacto total de 1,5 a menos porcentuais de ano, três anos da aprovação do IPCA da PEC-16 e do porcentual de repasse aos usuários.

“É verdade, ao reduzir o IPCA deste ano, destinado a uma redução das despesas 2023, em um cenário não qual o teto de custos será rigorosamente cumprido. Porém, mesmo nesse caso, dada a magnitude das renúncias no nível estadual, o impacto líquido sobre o resultado primário consolidado deve ser negativo, adiando a convergência da dívida”, escrevaam as duas economistas do Bradesco.

Em um contexto sem renúncias públicas, segundo elas, o setor poderia registrar um superávit de 0,7% do PIB em 2022, já incorporando a receita do bônus de outorga da Eletrobras. Nesse sentido, a dívida pública pode ser abaixo de 80% em 2022, avançando nos próximos anos, sem manter e gradualmente o nível de 90%.