Eu confesso que não me lembro de ter visto um filme tão enlouquecido quanto Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo. Estrelado por Michelle Yeoh, o filme teve críticas arrebatadoras nos Estados Unidos. Muita gente dizendo que era o melhor filme do ano. Eu não estou nesse grupo, mas reconheço alguns pontos positivos extremamente positivos. Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo estreia nessa quinta nos cinemas, após uma semana de pré-estreias pagãs.

É difícil contar a história sem entregar alguns spoilers das histórias absurdas. Mas vamos lá. Evelyn é um imigrante oriental, que tem uma lavanderia junto com o marido. Ela vive para o trabalho, e agora enfrenta um problema com o imposto de renda. No dia de uma festa do bairro, ela ainda tem que lidar com os problemas de relacionamento com a filha e com o pai. Só que quando vai ao prédio da Receita Federal conversar com uma auditora, algo de muito estranho acontece…

O filme acaba levando Evelyn por diversos universos onde ela segue os mais diversos caminhos. Entretanto toda a estrutura do multiverso está em perigo em apenas Evelyn pode salvar tudo. Isso proporciona viagens enlouquecidas, momentos divertidos, alguns até tocantes. Tem morte e renascimento. E muita luta, que faz com que a gente relembra momentos de Michelle Yeoh no clássico O Tigre e o Dragão.

O que acha do filme?

Entretanto, é um filme louco demais em alguns momentos. Se você gosta de filmes feitos de ação, é melhor nem passar perto. É também bem longo – com duas horas e 19 minutos. Provavelmente, você vai ficar sem entender boa parte da história, especialmente depois que a grande vilã aparece. Há os elementos visuais que podem parecer engraçados também para pessoas mais diretas, como os donuts e os dedos de salsicha.

Só que na verdade, o filme, com toda a sua loucura, acaba resvalando para uma história de amor de família. E também sobre caminhos não percorridos, sobre baixar a guarda. principalmente ela sobre a vida com o que lhe oferece. Entretanto o caminho percorrido por Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo é longo e, algumas vezes, difícil de acompanhar.

Mas há um monte de pontos positivos. O elenco, principalmente, é incrível. Michelle Yeoh é sempre uma atriz incrível, e ela aqui agarra com unhas e dentes que deve ser o papel mais difícil de sua carreira. Jamie Lee Curtis é hilário e perfeito. Nos poucos momentos em que aparece na tela é impossível tirar os olhos dela. E uma grande surpresa. O marido de Evelyn, Waymond, é feito por ninguém menos do que o garotinho de Indiana Jones e O Templo da Perdição, Ke Huy Quan. O interessante é que ele ficou na cara de Jackie Chan, rsrs!

Sem final, Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo é aquele tipo de filme que você pode amar ou odiar. Mas com certeza nunca vai ficar.