O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator de uma ação que investiga a omissão do governo federal na proteção aos povos indígenas, recebidos nesta terça-feira (21/6) o líder comunitário Beto Marubo, exclusivo da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja).

Amigo do indigenista Bruno Pereira, Assassinato no Amazonas junto ao jornalista Dom PhillipsMarubo encontrou ao ministro “ameaças, medo, apreensão e sensação de abandono na região do Vale do Javari”, segundo o próprio Supremo.

O líder indígena afirmou que as ameaças verbais e escritas receberam o Vale do Javari seguindo os conselhos de autoridades locais, que garantiram que sua vida corre riscos.

“Faço um apelo: nós perdemos um grande brasileiro (em relação a Bruno). Precisa de intervenção agora no Vale do Javari”, afirmou Beto Marubo ao ministro Barroso. O STF, de acordo com o STF, mostrou interesse em conhecer a realidade local para providências prováveis ​​na ADPF 709, da qual é relator.

“Estamos trabalhando a soberania da Amazônia para o crime organizado”, disse o ministro do STF.

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Na conversa, o líder indígena avaliou não é possível determinar quem são os mandantes das mortes de Bruno e Dom, mas que, para ele, é claro que o contexto está nas quadrilhas internacionais que envolvem pesca e caça ilegal. “É preciso que se investigue essas quadrilhas, essa rede de terras, que protegem nossas terras”, pediu ele.

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