Ibovespa fecha em baixa com riscos locais minando impulso externo

0
2

Crédito: Divulgação / B3

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,17%, a 99.684,50 pontos (Crédito: Divulgação / B3)

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou com queda discreta nesta terça-feira, sem fôlego para acompanhar a trajetória de Wall St e enfraquecimento positivo por riscos com riscos. Banco do Brasil caiu mais de 4%.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,17%, a 99.684,50 pontos. Na máxima, mais cedo, chegou a subir a 101.068,71 pontos. No pior momento, à tarde, atingiu 99.166,54 pontos. O volume financeiro na bolsa somou 22,7 bilhões de reais.

Na visão do especialista renda variável da Blue3 Victor Hugo Israel, uma bolsa está com os políticos, que reflete particularmente os papéis de estatais BB e Petrobras, mas também adiciona volatilidade a outras ações.

+ Dólar recua ante real com clima global mais ameno e após ata do Copom

“É um risco bem doméstico”, afirmou, positiva nos pregões a atenção para a trajetória nos Estados Unidos e Europa. Em Nova York, o S&P 500 subiu 2,4%.

Um dos principais focos de atenção da pressão para a Petrobras, após reajuste de presidente na semana e renovação de presidente na semana.

De acordo com o coordenador do departamento econômico do Banco ABC Brasil, Daniel Xavier, segue a atenção aos movimentos do Congresso em torno da abertura de uma CPI sobre a Petrobras, bem como as discussões sobre os mudanças na política de preços da estatal.

As diretrizes do programa de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – que lideram pesquisas sobre a corrida presidencial – também repercutiam, uma vez que defendem a revogação do teto de gastos não privatização de estatais.

O plano petista divulgado nesta sessão também fala em “transição” da atual política de preços dos preços da Petrobras e fortalecimento de bancos públicos para fomentar o desenvolvimento econômico e social e a oferta.

Xavier ainda chamou a atenção para a sinalização do Banco Central de que está disposto a manter os interesses mais elevados por mais tempo para a inflação “relevante ao redor” das metas inflacionárias.

Na ata da reunião da semana passada, quando elevou a Selic a 13,25%, o BC também reforçou que fazer novo ajuste igual ou menor que 0,5 ponto percentual em agosto.

“Tanto os ruídos políticos de curto prazo como os fatores macroeconômicos explicam esta performance relativamente adversa” na bolsa paulista nesta tarde, afirmou o economista.

DESTAQUES

– PEBRAS PN caiu 1,99%, com as atenções feitas sobre a companhia, e os preços oferecidos para o debate em Brasília que será em aos potenciais reflexos na companhia aérea. O Bradesco BBI afirmou que o ruído nunca foi tão alto para a Petrobras. “Infelizmente, devemos esperar e ver quais concretas serão tomadas, se ocorrerem medidas.”

– BANCO DO BRASIL ON recuou 4,10%, na esteira de preocupações políticas. No setor, BRADESCO PN fechou com decréscimo de 0,87% e ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 1,06%, após altas expressivas na véspera. O BTG Pactual afirmou em relatório que espera resultados decentes para Itaú e Bradesco no segundo trimestre.

– VALE ON subiu 0,66%, conforme o preço do minério de ferro se recuperou em Cingapura, embora tenha permanecido sob pressão em Dalian, na China.

– WEG ON valorizou-se 4,98%, no segundo pregão entre as maiores altas do Ibovespa. Em relatório nesta semana o BTG Pactual recomendou a compra dos papéis avaliando que, após uma queda relevante desde o começo do ano, o nível de preço da oferta oferece ponto de entrada.

– MAGAZINE LUIZA ON perdeu 2,71%, voltando para a ponta negativa do Ibovespa após o repique na véspera, quando fechou em alta de 8,4%. No setor, VIA ON cedeu 1,33%, mas AMERICANAS ON subiu 0,38%. Em Nova York, MERCADO LIVRE avançou 3,38%.



LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here