Apesar da exclusão e do preconceito, o mercado de trabalho começa um admirador profissional LGBTQIA+

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No Mês do Orgulho LGBTQIA+, o debate sobre empregabilidade e inclusão dessa comunidade no mercado de trabalho aumenta. Neste domingo (19), inclusive, São Paulo realiza a Parada do Orgulho LGBTQIA+, considerada a maior do gênero em todo o mundo.

Segundo realizado pelo coletivo #VoteLGB que pesquisa atingiram a comunidade nos primeiros meses da pandemia de Covid-19, foram identificados como fonte da fonte de apoio e falta de renda.

O levantamento feito nas cinco regiões brasileiras com 7.292 pessoas, revela ainda que durante a pandemia, seis em cada dez pessoas que integram a comunidade o emprego ou a renda.

A pesquisa, no passado, ainda não foi realizada, mas já revela como consequências da pandemia para a população LGBTQIA+, como se faz parte de um ciclo de exclusão. Como saídas possíveis para esses problemas a serem executados em prazo imprevisível para resolver os problemas estruturais a longo prazo.

No mercado de trabalho, a psicóloga e conselheira da Associação Brasileira de Recursos (ABRH), Jacqueline Resch, diz que abertura está vendo um movimento, embora estatísticas não sejam de mais humanos. “Mas se pensar em alguns anos atrás, a gente começa a ver, sim, uma abertura”, confirma.

Um destino para vagas profissionais trans já é elaborado de Vídeo & algumas empresas, como a aa, do Rio de Janeiro; ou na Ambev, que contratou a cantora Lina Pereira, mais conhecida como Linn da Quebrada, como nova consultora de diversidade e inclusão (D&I).

No congresso da categoria, que a ABRH nos próximos dias 21 e 22, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, será abordada a questão da diversidade de uma maneira geral, com painel específico sobre profissionais trans.

“Eu diria que algumas empresas na frente, estão mais que saem”. Resch destaca, porém, que de acordo com as estatísticas, 75% dos trabalhadores LGBTIA+ escondem a orientação e a identidade de gênero que são recebidos de forma sexual não aceitas.

Grupos de trabalho

O assunto está na pauta, disse a conselheira da ABRH. A realidade, entretanto, está longe ainda do que gostaria. Nessa perspectiva, Resch admite que o quadro é desanimador: “eu diria que a gente está em processo de conscientização e de discussão de como a diversidade é importante para tudo, para o mundo dos negócios, inclusive”.

Segundo Jacqueline Resch, quando surgiu o tema da diversidade no mercado, algumas empresas constituíram grupos de trabalho de LGBTQIA+ que estimulam a inclusão desses profissionais.

“E faz com que muitos profissionais que foram contratados sem revelar sua identidade sexual ou identidade de gênero agora ganhem espaço de mais profissionais para poder falar. As iniciativas são essas, grupos de diversidade dentro das empresas e esse tema na pauta dos meios de comunicação da nossa área e dos congressos. A gente entende que é muito relevante falar desses temas”.

A consse da ABRH que, antes de começar o debate sobre vagas afirmativas, algumas tentativas tentaram com o chamado “recrutamento às cegas”. Esse é um método de seleção que analisa as competências e habilidades dos candidatos, sem conhecer as características pessoais da pessoa.

“Algumas plataformas permitiram às empresas estudar currículos sem conhecer a procedência daquela pessoa, em que bairro morava, que idade tinha. Ou seja, eliminava dados que poderiam ensejar preconceito. Isso foi substituído quando as empresas resolveram claramente que um número determinado de vagas seria para pessoas de grupos ligados à questão da diversidade de raça, de gênero.

Para Jacqueline Resch, a inclusão de exemplos de profissionais LGBTQIA+ é um trabalho que exige paciência e confiança de que os poucos existentes vão crescer. Para ela, o papel do RH é fundamental nessa empreitada.

“O RH ​​tem que estar consciente de que a gente só vai ter melhores empresas e ambientes de trabalho melhores quando eles são diversos, quando são inclusivos, por uma questão de justiça social. Quando você tem diversidade, há também diversidade de visão de mundo. As pessoas vêm de lugares diferentes, de histórias diferentes. Então, elas olham como questões organizacionais também de maneira diferente. Acho que isso é um ganho enorme”.

Para um especialista, a função do RH é sensibilizar a organização para essas questões que são relevantes e determinantes “para gente ter ambientes de trabalho mais humanos, com mais criatividade, onde as pessoas trabalham muito, mas se realizam”. positivo que o movimento de busca por profissionais por vezes marginalizados é, porque têm muito a contribuir para a empresa e o mercado.

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