O ator Ryan Grantham, de 24 anos, disse que não teve motivação para matar a própria mãe, Barbara Waite. Segundo o canal CBC News, ele foi condenado à prisão perpétua após confessar o assassinato, ocorrido em março de 2020. “Minha mãe era uma pessoa carinhosa, compassiva e amorosa. Ela não fez nada para merecer o que eu fiz com ela”, admitiu Grantham à Suprema Corte do Canadá.

“Diante de algo tão horrível, pedir desculpas quase parece inútil. Mas de todo o meu ser, eu sinto muito”, completou Grantham.

Um psicólogo forense contratado pela defesa atestou que o estado mental de Grantham na época estava “longe do normal”, levando-o a comportamentos instáveis, caóticos e ambíguos. “A única maneira de justificar continuar vivendo é se eu viver o resto da minha vida de uma maneira da qual ela se orgulharia, para ser uma pessoa melhor, honesta e boa”, disse Grantham ao tribunal.

Ryan Grantham é conhecido principalmente pelo papel de Jeffery Augustine em Riverdale e de Todd em Supernatural. Ele ainda interpretou Rodney James no primeiro filme de Diário de Um Banana, lançado em 2010.

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O crime

Em março de 2020, Ryan  assassinou Barbara com um tiro na cabeça, enquanto ela estava de costas, tocando piano. Após o crime, ele teria pegado dinheiro, comprado drogas e explosivos e passado um tempo assistindo TV. Em seguida, cobriu o corpo da mãe com um lençol e foi dormir. No dia seguinte, ele colocou velas em torno do corpo dela e partiu para assassinar o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau.

Três armas, munições, 12 coquetéis molotov, material de acampamento e um mapa com instruções para chegar à casa do primeiro-ministro, em Ottawa, foram encontrados no carro de Grantham. O ator, contudo, teria mudado de ideia e cogitando massacres na Ponte Lions Gate de Vancouver e na universidade na qual estudava. Ele acabou desistindo e indo para uma delegacia, onde confessou os crimes.

O corpo de Barbara Waite foi achado no dia seguinte ao crime, pela filha dela, Lisa Grantham. A irmã do ator foi ao local após a mãe não responder às suas mensagens e aos seus telefonemas. Ela afirmou ao depor no julgamento do irmão: “Como posso confiar em qualquer pessoal após o meu único irmão executar a minha mãe com ela de costas?”.

Os promotores disseram que, ao confessar os crimes, o ator afirmou que se sentia sem esperanças e com impulsos violentos, além de ideação suicida e crises de ansiedade.



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