Em Debate CNN desta-feira (17), o senador Jean Paul Prates (PT-RN), líder da minoria na Casa, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, divergiram sobre o objetivo da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), como o presidente Jair Bolsonaro (PL), para investigar a Petrobrás.

A declaração do chefe do Executivo aconteceu após um anúncio estatal novo reajuste no preço dos combustíveis. UMA gasolina subiu 5,18%, enquanto o diesel teve acréscimo no preço de 14,26%.

Em sua fala, o deputado Sanderson defendeu que o Congresso Nacional “entre em jogo” para impedir a correção do valor. “O reajuste dos alimentos básicos hoje, especialmente agora à tarde, conta com os fóruns de discussão do Sul à Norte, justamente porque a formação do preço tem repercussão direta no índice inflacionário e na cesta básica. O consumidor sofre na pele, diariamente, com o reajuste”, começou.

“Sempre a resistência coorporativa da Petrobras, mas agora podemos esperar como governança, inoportuna, inconveniente. Não dá para aceitar 22% de reajuste no diesel em 40 dias. Está chegado o momento do Parlamento brasileiro entrar em campo. Não dá mais para admitir mais um reajuste depois do esforço que fazemos para aprovar um projeto de Lei”, justificou o deputado.

Jean Paul Prates, por outro lado, criticou o fato do Executivo não agir sozinho para acabar com alta e acredita que a CPI deve servir para questionar o político de Preço de Paridade Internacional (PPI) da estatal.

“Isso se transforma no pandemônio dos combustíveis. Você imagina que um governo que é acionista majoritário da Petrobras, que a todos os presidentes e diretores dizem que a Petrobras é controlável. Primeiro: dizia como é incontrolável, vou vender. Agora, se vender, vai continuar mais incontrolável ainda. Agora, como é incontrolável, vou fazer uma CPI”.

“Eu e outros senadores queremos designar essa CPI, porque essa política [Preço de Paridade Internacional] está desde 2017. Vamos pegar desde a instituição do PPI e tentar entender como é que o governo, como acionista majoritário, tem medo de fazer valer os interesses do povo brasileiro”, o representante do senador, que afirmou que o governo se recusa a exercer tal controle na Petrobras.

Parlamentares ainda divergem sobre a venda das ações da empresa que estão na mão do capital estatal.

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