O anúncio do novo reajuste dos combustíveis pela Petrobrasque enfureceu o presidente Jair Bolsonaro e a cúpula do Congresso, não foi suficiente para equiparar os cargos públicos no Brasil aos do mercado internacional.

Segundo elaborado da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), a defasagem no caso do diesel ainda é, em média, de 9%. Já a gasolina segue defasada em 5% na média. A foi divulgada no início da noite desta sexta-feira (17), e considera os preços de referência no mercado internacional ao fim do dia.

Uma entidade monitora diariamente os preços nos portos do país e no Golfo do México. Eles apontam que o mercado abrirá neste sábado (18) com uma defasagem residual de 52 centavos por litro no preço do diesel, o que corresponde a 9% do valor, e 22 centavos por litro no preço da gasolina, ou 5% do valor. Os aumentos de 14% (63 centavos) no valor do diesel e 5% (15 centavos) no preço da gasolina já passam a valer neste sábado.

Para promover os aumentos, a Petrobras alegou que “o mercado global de energia está atualmente em situação de desafio. 20 a partir de fevereiro, maior demanda da economia mundial a partir de 2021 e, not com o início do conflito Leste Europeu em energia observada menor, com aumento dos preços e maior economia nas cotações internacionais de commodities energéticas, em especial, do óleo diesel”.

Ainda que não tenha sido eliminado, o reajuste feito pela Petrobras atenuou bastante a diferença frente ao mercado internacional. A cotação anterior feita pela Abicom indicava que a defasagem média do diesel estava em 21% e a gasolina se mantinha em 13%. O cenário “inviabilizava” como operações de prestação, de acordo com a associação.

Segundo Araújo, presidente-executivo da Abi, o cenário ainda é de incerteza Sergiocom e segue o risco de desabastecimento no futuro.

“Na minha visão, o cenário não muda. Apesar de ter tido redução defasagem, a substancial na permanência. Basta ver a pressão que o governo federal, o presidente da Câmara e o ministro da Casa Civil estão fazendo em função da Petrobras ter anunciado o aumento. Isso mostra que a nova gestão não deve acompanhar o preço internacional. E isso gera muita coisa para a realização de tudo. Permanece o risco de possível desabastecimento”, diz Araújo.

Refinaria privada segue Petrobras

A refinaria Landulpho Alves, na Bahia, única que teve o processo de privatização completo, decidiu seguir a Petrobras e também aumentou o preço. Os valores cobrados pelo óleo diesel comum e deste tipo S10 a partir de sábado subirão 36 centavos. O reajuste é menor do que os 63 centavos da Petrobras porque a Acelen, do grupo Mubadala – de Abu Dhabi -, tem feito reajustes semanais. O preço deles está inclusive maior do que a paridade internacional.