Um estudante negra do primeiro semestre de direito de uma universidade particular registrou um boletim de ocorrência após ser chamado de “cabelo de palha” por um colega de sala. O caso começou com um tuíte e contínuo em uma discussão no grupo de WhatsApp da turma.

A vítima é Maria Eduarda Sincré, 19 anos. Ela conta que houve um desentendimento entre estudantes na última terça-feira (14/6) e a autora decidiu tuitar “Eu odeio o povo da minha sala. Espero que nenhum se forme. Se essa menina vier me encher o saco na faculdade, vou arrancar aquela palha que ela chama de cabelo na marra”, escreveu.

No dia seguinte, uma estudante inveja a foto dessa declaração no grupo da turma. O responsável pela publicação foi chamada de racista e respondeu coisas como: “o tt [perfil no Twitter] é meu e eu falo o que eu quiser”.

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Revolta com a situação, uma tentativa de registrar uma ocorrência. “Já passei por muitas situações assim calada, mas dessa vez não quis. Não é cabelo de palha, é crespo”, afirma.

Ainda segundo ela, em conversa posterior com a autora, houve um pedido de desculpas. “Só que quando falei que iria registrar a ocorrência, ela me disse que iria também registrar por eu tê-la chamado de racista”, diz Maria Eduarda, sem entender.

Por causa do feriado, ela diz que ainda não comunicou a faculdade sobre o caso, mas pretende fazer isso nesta sexta (17/6).

O Metrópoles optou por não publicar a identidade da autora, neste momento, porque algumas fontes ouvidas divergiram sobre a idade dela: umas falaram em 17 anos e, outras, em 18. A polícia não havia confirmado os dados de nascimento da acusada até a última atualização desta reportagem. Caso ela seja menor, a publicação do seu nomeia desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (DCA).

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