reinfecção do coronavírus pode aumentar risco de Covid longa?

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A entrada de novas variantes do coronavírus no Brasil e o relaxamento das medidas de proteção, associados à queda da imunidade conferida pelas vacinas, impulsionam a quarta onda da Covid-19 no país. No momento em que o vírus volta a circular com maior intensidade, aumentam também as chances de reinfecção — o número alto de pacientes diagnosticados mostra que muitas pessoas estão sendo contaminadas novamente.

Os mais de dois anos de pandemia mostraram que, além das complicações da doença, os pacientes podem sofrer por meses com as sequelas da síndrome pós-Covid, chamada de Covid longa. A boa notícia é que não existe uma relação conhecida entre a reinfecção e o aumento do risco de sofrer com os sintomas da condição a longo prazo.

“Para quem é reinfectado, o risco de ter Covid longa é menor, mas isso não significa que ele seja isento”, pondera a infectologista Ana Helena Germoglio.

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A comunidade científica observa como a Ômicron e suas subvariantes interferem no processo: por ser responsável pela maioria dos casos no Brasil e ser relativamente diferente da cepa original do coronavírus, ainda não se sabe exatamente qual é a relação da variante com a Covid longa.

Até o momento, a cepa tem causado casos mais brandos da infecção, e os pesquisadores observam que há uma estabilidade na quantidade de pacientes com sintomas prolongados da doença em relação às ondas passadas. Uma das explicações é que a Covid longa é mais frequente em pessoas que desenvolvem a forma grave da doença.

“Temos menos pacientes com formas graves agora devido à vacinação. Como essas variantes são menos letais, vemos menos quadros de Covid longa”, explica a infectologista.

Pesquisadores do King’s College London, no Reino Unido, descobriram que duas doses da vacina contra o coronavírus diminuem o risco de Covid longa pela metade. Espera-se que, com o avanço da vacinação e a diminuição de pacientes com casos graves, a incidência da Covid persistente também caia.

Sintomas

Para aqueles que desenvolvem a condição, os sintomas podem incluir fadiga, falta de ar, dores musculares, dores articulares, perda de olfato e paladar e confusão mental, por exemplo.

A duração deles é uma área de interesse da pesquisa pós-Covid. Alguns pacientes sentem os reflexos da doença por semanas, meses e até mesmo anos.

De acordo com o médico intensivista do Hospital Brasília Rodrigo Biondi, algumas pessoas podem desenvolver sequelas por tempo indeterminado. Novos estudos serão necessários para entender melhor a condição.

“Algumas manifestações respiratórias podem ficar pra sempre, com sequelas perenes, como a fibrose pulmonar, por exemplo”, afirma o médico.

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