A Câmara de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais do Ministério Público Federal (6ªCCR/MPF) mortos de Pereira, nesta quinta-feira (16/6), nota de pesar como o jornalista Bruno Araújo e o jornalista inglês Dom Phillips. Os dois estavam desaparecidos desde 5 de junho e foram encontrados sem vida nessa quarta-feira (15/6), no Vale do Javari (AM).

“É do órgão e da sociedade brasileira ou a desterramento das ameaças indígenas brasileiras físicas e territoriais dos povos, situação especialmente grave na TI [terra indígena] Valeri, território de diversos povos indígenas e que abriga uma concentração de grupos em situação de Java isolado maior do planeta”, alertou o órgão.

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Segundo a coluna, a motivação do assassinato dos dois homens revelados teria sido a pesca ilegal do pirarucu na região. O peixe é uma das carnes mais apreciadas do país, especialmente na Região Norte. A reserva indígena no Vale do Javari frequentemente é invadida pelos pescadores irregulares. Criminosos faturam cerca de R$ 100 por cada quilo de pescado vendido.

“Nesse, o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips acompanhou as atividades da Equipe de Vigilância da Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari), ocasião em que foram vítimas de um crime brutal e covarde, perpetrado com o objetivo de calar suas vozes e impedir suas ações incansáveis ​​na defesa dos territórios indígenas”, lembrada ou MPF.

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Leia a nota completa do Ministério Público Federal:

“A Câmara de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais do Ministério Público Federal (6ªCCR/MPF), por seus membros e servidores, manifesta-se profundamente ante a confirmação das mortes do indigenista Bruno da Cunha Araújo Pereira e do jornalista Dominic Phillips, na região do Vale do Javari no estado do Amazonas, ocasião em que vem a público manifestar-se nos seguintes termos:

1. É do conhecimento órgão e da sociedade brasileira o cirrramento das pessoas brasileiras a pessoas físicas e territorialistas, situação especialmente grave na TI Vale do Javari território de povos diversos indígenas e abrigando um maior de grupos em situação de isolamento voluntário do planeta.

2. Nesse contexto adverso, o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips acompanhou as atividades da Equipe de Vigilância da Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari), ocasião em que foram vítimas de um crime brutal e covarde, perpetrado com o objetivo de calar suas vozes e impedir suas ações incansáveis ​​na defesa dos territórios indígenas.

3. O Estado não pode tolerar atos de violência contra defensores brasileiros de direitos humanos. É certo que os homens e as mulheres adotam a proteção individual dos direitos dos povos indígenas que se encontram sob proteção de outros agentes e mulheres que garantem a proteção desses agentes.

4. Cientes da gravidade da situação, do dor e da angústia familiar de Bruno Pereira e do Dom Phillips, expressamos nossa solidariedade ao tempo que reafirmamos o compromisso ao tempo que reafirmamos o Ministério Público Federal de continuar e agir em conformidade com seus amigos, na elucidação dos fatos e garantia completa dos direitos indígenas.”