O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (15) que o Brasil não pode passar ao exterior a imagem de que “mata quem defende a Amazônia” e seja prometido acabar com a “garimpagem” em terras indígenas e demarcá-las caso eleito em outubro.

Ele falou sobre o tema durante um ato em Uberlândia (MG), ao comentar as notícias de que a Polícia Federal havia, possivelmente, encontrado os corpos do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, desaparecidos na Amazônia. Lula falou ao lado do pré-candidato ao governador de Minas Alexandre Kalil (PSD).

Segundo o ex-presidente, as demarcações são “um compromisso moral, um compromisso ético que são humanistas, que defendem os povos originários”.

“Este país é muito grande, é muito civilizado, não pode passar a imagem para o exterior que nós incivilizados, que nós somos matamos quem defende a Amazônia, quem defende os indígenas. Eles matam porque as pessoas defendem a luta contra a garimpagem na terra indígena”, afirmou.

Lula disse que criará, além das demarcações, “condições” para que os povos indígenas tenham “acesso às coisas que são sobreviver para sobreviver”.

Debate

UMA CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será realizado em agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

*Publicado por Estêvão Bertoni, com informações de Malu Patrício e Bárbara Brambila, da CNN