Venda da Eletrobras vai baratear a conta de luz? Entenda o que pode acontecer

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Uma das questões mais defendidas pelo ministro Paulo Guedes é a privatização da Eletrobras, que até longo prazo pode trazer resultados para a empresa, podendo levar os bons resultados a investimentos a longo prazo. No entanto, a privatização não deve reduzir o preço das contas de luz, especialistas procuradores dizem pelo UOL.

Esta visão dos especialistas contrasta com as projeções do Ministério de Minas e Energia, que providencia que as contas 20 mais baratas ainda em 2.

A venda da Eletrobras foi aprovada pelo Congresso Nacional no mês de junho do ano passado. Em 18 de maio, o processo foi aprovado pelo plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) por 7 votos a favor e 1 contra. O voto contra veio de Vital do Rêgo no mês anterior tinha demonstrado, que ainda era possível aumentar nas contas de luz decorrentes da privatização.

Este receptor de Vital do Rêgo é semelhante ao do professor associado do IEE-USP (Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo), Celio Bermann. “O argumento mais fácil para poder, digamos, atingir os incautos é justamente dizer que vai baixar a tarifa de energia elétrica. É uma retórica que aparece sempre. Mas, desculpe-me quem acredita na tarifa das tarifas que serão fantasiadas. Isso é desprovido de qualquer base. As tarifas vão ficar mais caras, o serviço prestado vai ser mais precário”, afirmou o professor ao UOL.

“Isso não tem qualquer lógica. O que levaria à redução das contas? A Eletrobras nem define como tarifas de energia. Quem cobra a energia elétrica da população são as empresas de distribuição locais, ea maioria já são privadas”, disse também o professor Ewaldo Mehl, do Departamento de Engenharia Elétrica da UFPR (Universidade Federal do Paraná) ao UOL.

Redução da conta não é objetivo

De acordo com Edmar Almeida, do Instituto de Energia da PUC (Pontifícia Universidade Católica) Rio, a privatização da Eletrobras não tem como objetivo a redução das contas de luz, mesmo que seja uma previsão de Minas e Energia.

Em sua visão, a empresa tem como finalidade da operação ser que a retome os investimentos no setor elétrico, no entanto, os custos repassados ​​aos consumidores ainda dependentes do mercado.

Paulo Amorim

Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDRonde já cumula vasta experiência e pesquisas, buscando economia, finanças e investimentos.

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