governo do RJ gasta R$ 7 milhões a mais e gera polêmica

0
25

O governo do Rio de Janeiro não está no centro de uma pesquisa de compra de livros preparatórios Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), conhecido como Kit Enem. A empresa que forneceu material, distribuído em 7 milhões de escolas da rede estadual de ensino neste ano, já havia vencido uma disputa semelhante ou meses antes, mas oferecendo R$ 7 a menos pelo mesmo kit.

Em julho do ano passado, o governo do Rio aceitou comprar 53.222 kits da MKS Soluções Comerciais e Distribuidora de Materiais, por R$ 975,41 cada. A compra por meio de ata de registro de preços, que um ente pode ser condições de licenciamento por outro ente público.

Nesse caso, havia um MKS, o Kit Enem pelo mesmo preço ao Instituto Federal de Educação e Tecnologia de São Paulo. O valor tinha validade de um ano, tendo expirado em setembro de 2021, sem que o governo fluminense concluísse a compra.

Em dezembro, a Secretaria de Educação voltou a abrir um processo para compra de Kit Enem, mas numa quantidade maior: 197.683 coleções. A pasta novamente foi negociada com a MKS, mas aproveitando uma licitação do Instituto Federal do Espírito Santonegociou, em que o kit da empresa foi negociado, em oferta do anteriormente, tinha valor superior: R$ 1.012,48.

A estimativa é que, caso tivesse fechado a primeira compra, o governo do Rio teria economizado R$ 7 milhões ao todo.

Outra suspeita ainda pesa sobre a empresa. Conforme apurou o UOL, como dois concorrentes da MKS no último processo de compra, a Comercial Nova Trapiche e Evolução Importação e Comércio de Vestuário e Seus Acessórios, têm telefones registrados em um mesmo escritório de contabilidade, em São Paulo.

Além disso, o dono da Evolução, Elias Mariano Paes, já se apresentou como “representante comercial” da MKS em uma licitação de um consórcio de municípios paulistas, em fevereiro de 2021.

Máscaras superfaturadas

A mesma empresa que está agora no centro da polêmica fez o Kit Enem negócios com o governo do Rio de Janeiro antes, tendo usado as máscaras de proteção contra o coronavírussem licitação e com proposta de superfaturamento.

O Tribunal de Contagem do Estado (TCE-RJ6) por R$ 2,60 por relatório que a compra das máscaras, R$ 473 mil, pode ter sido superfaturada em R$ 5,5% do valor pago pelo governo.

O dono da MKS, Marcelo Konte, já foi candidato a vereador de Niterói (RJ) em duas ocasiões, em 2016, pelo PSDB, e em 2020, pelo Democratas, não tendo sido eleito em nenhuma das duas. Os dois partidos pelos quais ele concorreu são próximos do governador de Claudio Castro e são cotados para apoiá-lo à reeleição, em outubro.

Ascensão meteorológica

A MKS foi fundada em 2018, com capital social de R$ 200 mil. De lá pra, a empresa venceu licitações com vários governos e órgãos públicos, tendo um capital social de R$ 35 milhões atualmente.

À suspeita de suspeita de que a resposta de compra e o processo de compra da matéria-prima seja irregular, a empresa ou o kit disse que não mais custo da compra da matéria-prima, a empresa ou o processo de compra e mais custo da matéria-prima.

A Secretaria de Educação de justificação semelhante e acrescentou que a MKS ofereceu umabonificação de 2.000 coleções, para os alunos. Os públicos sobre a compra também mostram que um critério escolhido para adquirir o kit da empresa foi a presença dos dados nos livros preparatórios, de um Código QR que permite acessar os conteúdos por celular.

Amaury Nogueira

Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente agrega pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para conhecimento na redação do portal de notícias FDR.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here