Aos 25 anos, a Bianca Sales é aquela consumidora que exige uma postura ética e sustentável por parte das marcas que consome. Já baniu um restaurante da sua lista de opções por não concordar com um posicionamento da empresa que considerou racista. “Procuro pesquisar se a empresa tem responsabilidade, se levam em conta a diversidade e inclusão”, diz Bianca, que atualmente faz a sua sociedade e se segundo.
Essa linha mais sustentável, ela consome em casa apenas comida orgânica, embora seja mais cara. Também gosta de produtos periféricos, que ajuda a desenvolver pequenos empreendedores da periferia. “Não ligo para marcas famosas. Só com tênis, que acabo comprando os tradicionais”, diz ela.
Sua mãe, Maria Eliete Sales, de 64 anos, tem outras preocupações na hora de consumir. Diferentemente da filha, não compra produtos orgânicos, por causa do custo elevado.
“Olho sempre o preço e a qualidade do produto. No caso de alimentação, gosto de comprar alguns produtos, como arroz e feijão, de marcas específicas, pois têm qualidade melhor”, afirma ela.
Na compra de roupas, no entanto, procura peças mais baratas e marcas sem famosas. Mas reclama que nem sempre encontra o que quer. “Falta um meio termo. Não gosto de roupas muito velhas e também não dá para usar peças feitas para jovens.”
Brechó
Natália Luana da Silva tem 33 anos, e seu filho Flávio Augusto de Aquino, 14. Ela é da geração Y, e ele da Z. Natália se diz econômica, não é consumista. Ao contrário de muita gente da sua geração, ela sonha em comprar uma casa própria para deixar o aluguel e ficar mais tranquila financeiramente.
Na hora de comprar, diz que tem sempre uma preocupação com a sustentabilidade dos produtos adquiridos. “Procuro usar produtos, mas nem sempre é possível. Mas, quando posso, opto pelo que é ambientalmente correto.”
O filho ainda está formando o perfil do consumidor e começa a escolher suas próprias coisas. Gosta de comprar jogos e artigos relacionados a skate. Mas, quando o assunto é moda, é difícil agradá-lo. Não costumam gostar dos itens pelas lojas.
Agora ele descobriu os brechós, onde encontra coisas mais “bacanas”. Além disso, contribui com a sustentabilidade do planeta”, diz ela. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
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