saiba detalhes de como será

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Com o apoio de Bruno Gagliasso e Kayky Brito, seus amigos de longa data dos tempos da Globo, Sérgio Hondjakoff já deu início ao tratamento para vencer a luta contra o vício das drogas. O eterno intérprete de Cabeção do seriado Malhação agora está sob os cuidados de Sandro Barros, Terapeuta que desenvolveu um método transformador na recuperação de pessoas que passam pela mesma situação. A coluna LeoDias conversou com o profissional, que adiantou como será o processo que se aplicará no caso de Serginho.

Sandro conversou durante quase uma hora com Serginho por telefone após o vídeo em que ele foi alterado, brigando com o pai, viralizando na web. O ator foi autorizado por Gagliasso, Kayky e também por Rafael Ilha, a atende-lo. “Falei ele e como Terapêuta, eu entendi suas questões”, Sandro à coluna.

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“Ele me recebeu bem porque fui indicado. Conheço o Kayky Brito tem mais de 20 anos, sou amigo do Bruno e também teve o Rafael Ilha. O Sérgio estava disposto a conversar. Foram essas três pessoas que fizeram com que ele me atendesse”, explicou o profissional, que chegou a viver por 20 anos avançado nas drogas.

Hoje, como Terapeuta, Sandro atende pacientes de maneira online fóruns do Rio de Janeiro e também fora do Brasil, como Austrália, Europa e Estados Unidos, tudo isso, além de também atuar salvando pessoas em situação de rua.

Terapeuta e Acompanhante Terapêutico; entenda a diferença

“Esse meu trabalho de acompanhamento terapêutico, em alguns momentos, é tipo um amigoterapeuta, é diferente de psicólogo e psiquiatra, por isso eu complemento esses profissionais. O acompanhante tem muita proximidade e não tem o distanciamento que o psicólogo e psiquiatra deve ter. ideal seria o paciente ter um mês psicólogo por semana e um psiquiatra convênio e ainda o acompanhante terapêutico.”

O diferencial no tratamento de Sérgio Hondjakoff

“O meu atendimento é o cotidiano. O trabalho de Acompanhante Terapêutico é um trabalho que não dá pra fazer online. O que eu faço é levar para passear, fazer um esporte, mas cada caso é um. Quando a gente fala de comportamento humano, é um cronograma diferente para cada um. Tem paciente que quer correr na praia, tem aquele que quer andar de skate, jogar futevôlei.

E será assim com Serginho. Vou descobrir o que ele gosta de fazer, crie um cronograma que ele goste de praticar, mas sobretudo, eu preciso trabalhar os três pilares: alimentação, sono e atividade física. Quem está nas drogas não vem direito, não dorme direito e não faz esporte. O sono tem função reparadora, alimentação também precisa no horário e fazer atividade física”, explicou Sandro.

Espiritualidade será uma das bases

“Eu tenho um tripé: a espiritualidade desenvolvida, técnicas de cursos e meus treinamentos e tudo que e estudei e me preparei, a expertize da experiência, pois eu passei por isso. Como eu já passei por isso, as pessoas me dão autoridade no assunto”, faz ele a ressaltar. Sandro Barros teve três overdoses, uma tentativa de suicídio e hoje é por amigos próximos de “Milagre ao vivo”.

Sandro afirma que nenhum paciente é orientado a se aproximar da religiosidade. “Eu aproximo o paciente da espiritualidade. Eu pergunto: ‘Qual o seu poder superior?’. Tem o que diz que é Buda, o outro é Jesus, o outro é ateu, tem quem diz que é a natureza. Então, de acordo com o poder superior da pessoa, eu trabalho isso. Se a pessoa sobe a Pedra da Gávea e lá em cima ela se sente parte do universo, então ela vai desenvolver esse tipo de relação com o poder superior dela”, diz ele.

Três pilares do tratamento

“Eu trabalho três pontos muito importantes: a maneira de ser, a forma de pensar e o jeito de agir da pessoa. A pessoa na forma de pensar no álcool, ela tem um jeito de ser que não condiz com a forma de pensar, não tem jeito entre o jeito de ser, a maneira de e forma de agir. Ela fala uma coisa e faz outra”, explica Sandro, que se sente dificuldade em dar alta aos seus pacientes o grande apelo afetivo que essa causa.

Ele também conta que a clínica é o último recurso no seu tratamento. “Eu tento de tudo. Eu evito a internações. Uma das funções é evia trar a paciente ou então eu atender o paciente que ele sai da internação, na inserção social. É como uma fisioterapia, quando a pessoa sai de um estado clínico e ela precisa fazer três meses de fisioterapia pra voltar a andar”, conclui ele.

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