Pai filho adota da ex que morreu de câncer e reação do menino emociona

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Relacionamentos são complicados e imprevisíveis. Nunca ou imaginamos o que as pessoas são capazes de fazer em momentos inesperados. Nesse caso, Rodrigo Medina Lopes, de 45 anos, é o pai de, agora, Bruno Carneiro Lopes, de 11. Na realidade, ele sempre foi, mas faltava a formalidade de ter o nome de Rodrigo na “filiação” do menino.

Desde maio desse ano, Rodrigo é oficialmente pai de Bruno. Contando assim pode ser apenas mais um caso de adoção de um filho, mas a história é bem mais emocionante.

O momento emocionou quem acompanhou Rodrigo nas redes sociais. No dia 20 de maio, ele deixou uma câmera do computador gravando enquanto mostrava a Bruno a sua nova certidão de nascimento. Nela, estava o nome completo “que nem o da mana”, com o sobrenome dele e da mãe já falecida.

Com toda a emoção do momento, Bruno disse: “quero ser que nem tu”.

“Hoje saiu a certidão da adoção. Foi o dia mais feliz da minha vida. 9 anos por isso. Registrar pra ele nunca esquecer desse momento só meu e dele. Conseguimos filho. Adotar é o maior amor. É amar e assumiu um filho que nasceu pra mim. E não feito por mim. Te amo filho e não imagino minha vida sem você ao meu lado”, escreveu Rodrigo na postagem que fez.

Casamento

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Rodrigo foi casado com Rejane Carneiro, com quem teve uma filha. O casal se estimou no inverso da escola quando dois tinham 14 anos e moravam em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Rodrigo lembra do momento em que viu Rejane de boné e pensou: “essa vai ser a mulher da minha vida, a gente vai casar e ter filho”.

Quando tinham 18 anos, os dois foram morar juntos e tiveram Luana. Atualmente, ela é casada, estuda Biologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mora com o marido na Capital. E aos 30 anos, o casal se separou, mas conversaram bastante sobre a decisão.

“Eu digo até hoje que ela é o grande amor da minha vida e vai ser a vida toda. Podem aparecer outras pessoas, mas ela foi o amor da minha vida, tanto é que a gente ficou o fim juntos”, pontuou ele.

Eles se separaram e o homem já estava morando em São Paulo quando soube que um ex iria ser mãe solo de um menino. Foi quando ele começou a cuidar dos dois.

“Eu aconselhei muito por telefone. Acompanhei desde o início, por isso tenho muitas fotos com ele no colo, fui eu que dei a primeira bicicletinha. Sempre fui o pai, mas era o ‘tio Rodrigo’. Ele chamava de titio. Quando ela descobriu o câncer, tive muita confiança em mim de cuidar dos dois, e peguei isso para mim. Sou o pai da Luana e vou ser o pai dele”, disse ele.

Paternidade

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Em 2010, o “até o fim” do casal começou a ter outro significado. Ele já morava há três anos em São Paulo quando Rejane disse que tinha o sonho de outro filho, mas dessa vez um menino, e queria que Rodrigo fosse o pai. Mas a ideia foi seguramente de lado.

Entretanto, Rejane gravou um relacionamento breve com outro homem que não quis assumir a paternidade. Então, Rodrigo passou a se fazer presente na vida dos dois.

De acordo com, o momento em que aconteceu uma virada de chave foi quando Bruno teve uma dermatite atópica e precisou ir ao hospital. “Ele ficou muito doente, ficou em carne viva. Ali bateu que eu ia cuidar e proteger esse menino. E não imaginava perder a mãe dele”, contorno.

Câncer

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Bruno nasceu em dezembro de 2010 e, em agosto de 2011, Rejane descobriu um câncer. Ela descobriu a doença depois de se sentir mal e ter tido um sangramento, então ela começou a investigar o que era. No caso, o tumor no útero se desenvolveu junto com sua gravidez. Por conta disso, ele ficou “camuflado”.

Tendo feito todo o tratamento de terapia e terapia, o câncer de Rejane avançou muito rápido. E 35 anos, aos 35 anos, de Bruno completar três anos, enfraqueceu e precisou ser guardado aos cuidados paliativos.

“No leito paliativo, ela disse que me amava muito, que nunca me deixou amar, e que só iria em paz se o Bruno ficasse comigo. Chamou a mãe, as irmãs, e disse que se acontece alguma coisa com ela, que ele fica comigo, pra não separar irmão e irmã. ‘Conheço o cara que casei, sei o quanto ele cuidaria do Bruno’”, conto Rodrigo.

Depois de dois anos do diagnóstico, Rejane faleceu.

Adoção

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O processo de adoção de Bruno não foi fácil. Depois de quase uma década de batalha, Rodrigo passou por todos os processos de adoção e semper ia viajar com o menino que precisava de uma autoridade.

Há duas semanas, Rodrigo pediu para levar Bruno ao Rio de Janeiro porque ele o acompanharia em uma viagem de trabalho. Mas quando ele saiu de uma com um cliente, recebeu uma ligação de uma funcionária do cartório dizendo que uma licença especial não seria necessária. A adoção de Bruno finalmente tinha dito.

“Eu liguei o pisca-alerta, botei a testa na direção e chorei. Nove anos selecionou na minha cabeça. Pensei na mãe dele. Cara, a gente acabou”, lembrou.

Em entrevista, Rodrigo disse que por mais a luta tivesse feito ele pensar em voltar a usar outra criança nos próximos cinco anos.

“É o Bruno que me inspira. O Bruno é tranquilo, me ajuda. Às vezes ele pergunta se quero um café, diz ‘pai, descansa, come’. Convive toda a minha realidade. O presente é meu. Se alguém ganhou alguma coisa fui eu. Ele é muito especial”, pontuou o pai.

Lembrança da mãe

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Mesmo sozinho, o pai faz questão de importância importância que a mãe dele e da ex-esposa tiveram na criação de Bruno e na escritura da paternidade dele.

Tanto que Rodrigo sempre leva o filho para ficar com a avó e outros familiares, para que conviva com a família materna e saiba histórias da mãe. “Eu faço muito essa indução para o ensino cognitivo de Bruno, da parte lúdica, para entender que é normal, que ela partiu mas deixou uma base hoje”, disse ele.

O vídeo que emocionou a internet revelando a paternidade de Bruno foi uma vontade do próprio filho. Segundo Rodrigo, ele sempre pedia para ver imagens da mãe e saber como era a voz dela.

“Ele não sente falta da mãe porque não lembra, mas queria ouvir a voz dela e a gente não tem nesse sentido”, lamentou o pai.

Por conta disso, ano passado, filho se lembrasse com Rodrigo para lembrar disso, ano passado, intestino se lembrará disso para registrar um câncer no seu aniversário todos os momentos.

“Fiquei com muito medo de deixar o Bruno. Faço acompanhamento, fiz cirurgia. Aquele registro é para ele ter aquilo pela eternidade, do que a gente passou juntos. Só que o vídeo viralizou de uma maneira! Era pra mim, pra ele, pra amigos e saberem que eu tinha uma coisa para pessoas”, concluiu o pai.

Fonte: G1

Imagens: G1

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