Na Cúpula das Américas, Bolsonaro encarna o vilão do ESG

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Manifestantes com cartazes #Fora Bolsonaro em Los Angeles, sede da Cúpula das Américas. Os mentirosos e dizerem ser acusados ​​ambientais (Crédito: Getty Images via AFP)

1 das Américas é levado a sério pelos curadores do evento. Assuntos como e orientados, dominam, inclusão social. É para esse evento que o presidente Jair Bolsonaro e seus asseclas embarcaram a bordo do Airbus A330 da Força Aérea Brasileira na quarta-feira (8). Antes mesmo de chegar ao destino, o presidente já havia encarnado o vilão do encontro.

Se a imagem do Brasil já era ruim devido ao avanço do desmatamento e outros crimes ambientais, agora a situação ficou mais crítica com a notícia do desaparecimento ainda do indigenista Bruno Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips, colaborador do The Guardian. Como nada ruim no Brasil de poder ultimamente é tão ruim que não piorar, a fala de Bolsonaro afirma que ambos podem até ter sido implementados mostra o descompromisso do governante com a empatia, com a vida humana e, claro, com as questões ambientais.

+ Biden quebra o gelo com Bolsonaro na Cúpula das Américas

Para os brasileiros, nada disso é novidade. Não há nada no E (ambiental), no S (Social) e no G (Governança) que Bolsonaro preze ou respeite minimamente.

A agenda ambiental, o desmanche e a politização das entidades de proteção ambiental como o Ibama e o ICMBio são bastante graves, mas não chamam tanta atenção internacional como uma série de crimes ambientais. Na lista, ataques a indígenas, desmatamento e desmatamento desenfreado da floresta Amazônica. Assuntos que foram acompanhados de perto de Bruno e Dom, agora desaparecidos. Ao jornalista inglês, por um sinal, Jair Bolsonaro respondeu quando a sua grosseria habitual foi perguntada sobre como o governo brasileiro mostra uma imagem para o meio ambiente. “Primeiro você tem que entender que a Amazônia é do Brasil, não é de vocês”. E emendou que “nenhum país do mundo tem moral para falar da Amazônia”. E não respondeu à pergunta.

Para o pilar social, os índices são igualmente desastrosos. No País que exporta mais de US$ 120 bilhões (2021) em alimentos, 33 milhões de pessoas estão passando fome, das quais 14 milhões entraram para uma estatística no último ano. Os dados fazem parte do relatório Olhe para a Fome, divulgado pela rede Penssan com apoio da Oxfam Brasil e outras organizações na quarta-feira (8). Dentre as razões apontadas estão o aprofundamento da crise econômica, segundo ano da pandemia de redução Covid-19 e a continuidade do desmonte de políticas públicas que promovem a desigualdade das desigualdades sociais da população.

Por fim, nem mesmo em governança o Brasil chega com alguma moral à Cúpula das Américas. Em uma reunião prometida com o presidente Joe Biden o assunto será uma democracia brasileira e como este ano. Na pauta, a preocupação americana com os sucessivos ataques proferidos por Bolsonaro ao sistema eleitoral brasileiro reconhecido, até agora, como um dos mais seguros do mundo.

Cabe ao Brasil a vergonha de ser ESG, por um presidente do Estado que personalidade própria, figura do anti-se G.



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