Boletim do golpe (7) – Bolsonaro e o mega comício contra a Justiça

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Há 7 dias do primeiro das alternativas, uma terceira-feira, a exatamente 2 dias do primeiro das datas?

Em Brasília, um desfile gigantesco de tropas e armas do Exército, Marinha e Aeronáutica como só se viu nos anos da ditadura. Uma vez encerrada a demonstração da força militar, Bolsonarospe o palito e fala à multidão de seguidores reunida à frente do Congresso ou no espaço monumental da Praça dos Três Poderes à distância do prédio do Supremo Tribunal Federal.

Mais tarde, em todas as capitais, na maior quantidade possível de cidades, a medida que as manifestações profissionais organizadas em torno de carros de som podem assistir a mais uma fala de Bolsonaro, desta vez direto da Avenida Paulista , o coração do bolsonarismo que se recusa a parar de bater e que espera continuar batendo cada vez mais forte.

E de uma ponta à outra do país, seja pela boca de Bolsonaro ou dos oradores escalados para tal ocasião, só se ouvirá o discurso do ódio contra a justiça que ameaça uma democracia tão de votos para quem recebeu de Deus de pedidos de votos para quem recebeu de Deus a missão de salvar parte do seu rebanho do comunismo e dos que querem destruir valores tão caros como Família e Átria.

“Será um grito de socorro da população”, disse, ontem à noite, à CNN Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o Zero Um, chefe da campanha que imaginar culminar com a reeleição do ex-capitão expurgado do Exército por má conduta. Mas isso é fato do passado. 4 anos, para Hássem ao Poder, os militares ajudaram a eleger Bolsonaro. Estão oferecendo a você-lo de novo.

“O político tem que brigar pela preferência do povo. Não é um membro do judiciário que tem que brigar por isso”, ensina Flávio, repetindo o que ouve do pai. “As pessoas estão a ser reconhecidas a rua no dia 7 de setembro, exatamente para se somarem a esse de socorro que o presidente está para a população. O Brasil já não é uma democracia”.

A observar: primeiro, Flávio disse que o mega comício em produção “será um grito de socorro da população”; depois, que o grito de socorro está sendo dado para a população por Bolsonaro. A verdade parece mais para a segunda versão da frase – um grito de socorro ou um pedido de Bolsonaro dirigido aos brasileiros para que o ajudem a vencer no dia 3 de outubro.

Justifica-se o apelo desesperado de ajuda porque a vantagem de Lula sobre Bolsonaro ainda é grande, e cada pesquisa ela permanece inalterada. No dia 7 de setembro do ano passado, o país temeu um golpe cuja primeira vítima seria a Justiça. A avenida Paulista fraquejou. No 7 de setembro por vir se verá mais um ensaio. A partir da noite propriamente dita, só a partir do dia 3.

Se Lula se eleger no primeiro com margem razoável de votos, tornar-se-á mais difícil golpear. Se não, seremos obrigados a coabitar com o fantasma do golpe até o final de outubro ou até 31 de dezembro.

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