A Eletrobras (ELET3) é privatizada com oferta de R$ 33,7 bilhões na Bolsa

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A oferta de ações que resultou na privatização da Eletrobras (ELET3;ELET6) movimentou cerca de R$ 33,7 bilhões, depois do preço de cada papel definido para R$ 42 na noite de quinta-feira, 9, segundo fontes de mercado.

Alvo de uma intensa disputa entre investidores locais e estrangeiros, o ajuste de preço terminou depois das 20h. Energy Venda obtida por meio do Bolsa foi o maior movimento de estatização do País em duas décadas. a Fatia do Governo e do BNDES no negócio deve cair a cerca de 35%.

O preço de R$ 42 representa 4% em relação ao valor da ação ao fim do pregão de quinta-feira, de R$ 44. da Eletrobras também foi a maior operação na B3, a Bolsa brasileira, desde a megacapitalização da Petrobras, em 2012, que movimentou R$ 100 bilhões.

Grandes investidores marcaram presença naoperção, entre eles o fundo 3G Capital – dos fundadores da Ambev – e banco Clássico, de José Abdalla Filho, que também é um acionista da Petrobras. É necessário um total de 7 bilhões de reais.

Sebastião

Mas a oferta da Eletrobras teve um empurrão importante da possibilidade de uso de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de ações. Foi a primeira vez em cerca de 20 anos que o trabalhador brasileiro teve essa oportunidade. Antes, isso aconteceu com os papéis da Vale e da Petrobras.

Diante da oportunidade, a demanda foi alta: cerca de 350 mil pessoas reservaram ações da companhia. O teto para uso do FGTS era de 6 bilhões, mas a demanda ficou em 9 bilhões, ou 50% a mais. Por essa razão, deve haver uma redução em relação aos valores reservados ao trabalhador.

O investidor que fez uso de seu FGTS para entrar na oferta não poderá fazer o investimento por um prazo de no mínimo 12 meses – exceto em alguns casos, como o demissão sem justa causa.

De olho em ganhos de eficiência

Em relação à privatização da companhia, um dos primeiros passos esperados por fontes de mercado ouvidas pelo Estadão é a troca de executivos da companhia e também do conselho de administração. Representantes de Com uma redução de sua participação, o Governoro terá menos assentos no colegiado, abrindo espaço para que fundos de investimentom seus.

A partir dessa mudança, o novo conselho deve fazer uma mudança geral no quadro administrativo da empresa, incluindo todo o alto escalão.

Analistas do setor acreditam que uma empresa poderá ter mais fôlego para investir, inclusive em fontes de energia renováveis. “Eletrobras terá exatamente o mesmo modelo de Governança que já foi testada em outras privatizações do setor elétrico na Europa.

A disponibilidade de caixa e o uso do mercado de capitais para novas captações vão permitir novos planos de investimento que são essenciais no segmento”, aponta Fabio Coelho, Presidente da Amec, associação que representante mais de 60 investidores, entre locais e estrangeiros, que têm investimento de mais de R$ 700 bilhões na Bolsa brasileira.

Segundo Coelho, um dos pontos relacionados na “nova Eletrobras” terá maior agilidade na tomada de decisão. “É importante que o maior interesse pelo governo seja, portanto, maior interesse individual, terá acesso a maior interesse, assim, ocionista na operação”.

Mais próxima do setor privado

Sócio do M3BS Advogados e especialistas em negócios públicos, Lucas Miglioli afirma que, com a privatização, a Eletrobras deve se tornar mais eficiente. “Tornando sua burocracia mais compatível com o setor privado, terá mais agilidade para enfrentar um cenário cada vez mais competitivo e ávido por novas tecnologias”, disse. “a espera é de que, ao deixar de ser controlada pela União, a Eletrobras pode atuar como operadora e ganhar protagonismo no setor.”

Para o público em geral, uma das expectativas é de que a conta de luz fique mais barata, mas não pode ser bem assim. Sócio do PMMF Advogados e especialista em direito público, Ulisses Penachio lembra que apenas parte do novo capital – aquele destinado à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) – poderá gerar redução nas tarifas. “A médio e longo prazo, o Impacto da privatização na tarifa a ser neutro”, aponta.

O que muda com a Eletrobras privatizada?

Com uma União de gestão de serviços da Eletrobras, um controle de entrega, uma gestão de contingências e taxas de administração, gestão de contingências e taxas de administração, além de melhoria de rentabilidade.

O desafio será transformá-la em uma companhia eficiente e com capacidade de investimento para crescimento orgânico e inorgânico.

A espera tambémé de que a companhia se torne um importante ator de transição energética.

Maior incentivo financeiro parainvestir em fontes de geração renovável e novas tecnologias, corte de custos e gastos e aumento dos mais de R$ 80 bilhões em contingências estão entre os ganhos da desestatização vistos por analistas, que não ponderam que a “virada de chave” de não curto prazo, mas faz parte de um processo que pode demorar anos para ser concluído.

(Com Redação InfoMoney)

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