venda por R$ 10 milhões é suspensa e aguarda aval da Justiça

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A ação questiona o valor estipulado para a venda, que teve lance mínimo de R$ 1,4 milhão (Crédito: Divulgação / Daslu)

Após ser arrematada por R$ 10 milhões, em um leilão realizado pela casa Sodré Santoro, a venda da marca de luxo Daslu está suspensa. O nome foi divulgado, mas ele terá que decidir o julgamento de um recurso ainda no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para assumir a empresa.

A ação questiona o valor estipulado para a venda, que teve lance mínimo de R$ 1,4 milhão. Para o autor do pedido, o empresário Eduardo Duarte Teixeira João, da falida DSL Comércio Varejista, a marca vale cerca de R$ 40 milhões. As informações são do portal Uol.

A DSL é significativo pela Expertisemais, que possui direitos da marca e, a reportagem, teria interesse em uma venda com valores mais. O advogado da Casa Sodré Santoro, Sidney Palharini Júnior, afirmou que a situação já era conhecida e estava prevista no edital do pregão.

+ Marca Daslu vai ser leiloada. Mas será que ela ainda tem algum apelo?

Para a casa de leilões, a marca foi vendida pelo valor que o mercado estava disposto a pagar. A disputa contorno com 32 lanças. O escritório de advocacia que representa a Expertisemais ainda não se manifestou sobre o caso.

Histórico

A Daslu, criada por Eliana Tranchesi, que morreu em 2012, voou alto por mais de uma década, a partir dos anos 1990. Em um momento em que as marcas de luxo internacionais não tinham presença no Brasil, a Daslu oferecia serviços especializados para seus clientes em um estilo “casa de patroa” – com vendedores uniformizados e conhecidos como consumidores como se estivessem em uma mansão.

O castelo da Daslu começou em 205, não muito depois da inauguração da Villa Daslu. O edifício neoclássico, construído ao custo de R$ 100 milhões, chegou a ter 700 empregados. Foi nessa época que Eliana foi presa por sonegação fiscal. Em 2010, a companhia entrou em recuperação judicial, com dívidas de R$ 80 milhões. Antes de ir à falência, a empresa ficou um período nas mãos do fundo Laep, Marcos Elias, que já citou vários questionamentos na e foi dono da Parmalat no País.



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