Leilão da Daslu faz empresa ser vendida por 10 vezes o valor mínimo

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Nesta terça, 7, aconteceu o leiloar judicial da grife Daslu, que já foi referência de luxo no país. A marca foi arrematada por R$ 10 milhões, montante dez vezes superior ao preço inicial, de R$ 1.411 milhões.

Apenas após a tramitação de todo o processo chegar ao fim é que o nome do comprador será revelado. Foram no total, lanças realizadas por cinco três diferentes na marca Daslu.

A disputa, segundo a casa de leilões Sodré Santoro, foi bem acirrada. As lanças não começaram a preço mínimo de R$ 1,4 milhões, que era correspondente ao valor atualizado da marca, e atingiu o valor de venda de R$ 10 milhões.

De acordo com o perito que acompanhava o caso Daslu, no ano de 2005, era projetado que a parte intangível da marca tivesse um valor de R$ 500 milhões. Por conta da depreciação, este valor despencou para R$ 1,2 milhão. “O novo dono da Daslu acredita que a grife tem um valor agregado que vale a pena”, disse o Valor Investe a advogada Mariana Valverde, sócia do Moreau Valverde Advogados, especialista em propriedade intelectual, marcas e patentes.

O leilão da marca foi autorizado pela Justiça nos autos do processo de falência da Daslu, que corre em uma das varas especializadas da cidade de São Paulo. De acordo com a apuração do Valor, o leilão já está entre os donos da marca na Justiça atualmente, a Falida DSL Comércio Varejista (que adquiriu o negócio em 2011) e a administradora judicial, a Expertisemais Perícias.

Quem comprar a marca, ganha direito a todas as “sub-marcas”, como a Daslulu, e outras, como Terraço Daslulu, Vintage, Daslulabel, Villa Daslu, DasluShoe Space, que entrega animais itens de decoração, cama mesa e banho, roupas, cosméticos e bolsas até joias, administração de imóveis, eventos e itens para festa e áudio e vídeo. O dono também terá direto agora ao site da empresa.

Nem tudo foi perfeito na história da empresa. Em 2005, os irmãos Eliana Tranchesi e Antonio Carlos Piva de Albuquerque, proprietários da marca, foram presos na megaoperação batizada de Operação Narciso. Eles foram acusados ​​de cobrança irregular com crimes de negação fiscal e fraude em cobrança.

Paulo Amorim

Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDRonde já cumula vasta experiência e pesquisas, buscando economia, finanças e investimentos.

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