Tecnologia: 4 coisas que melhoraram e 3 que ainda rastejam

0
29

Eu vou ousar e afirmar algo polêmico: Aqui no MeioBit nós gostamos de tecnologia, e temos um leve viés em prol de soluções tecnológicas, admito. Mesmo tecnologia não é algo perfeito e acabado.

Lembra dessa desgraça? (Crédito: Ed g2s / Wikimedia Commons)

Em outros textos mostramos tecnologia do passado que não existe mais ou foi soterrada por camadas geológicas de interfaces amigáveis. Também já falaram sobre tecnologias que simplesmente desaparecem, como dados em fitas K-7 e digitais. Hoje vamos ver a tecnologia que ainda existe, mas está muito melhor, e as coisas que ainda estão na idade da pedra.

TECNOLOGIAS QUE MELHORARAM INCRÍVEL

1 – Bluetooth

Tudo fica melhor com Bluetooth, Bluetooth é o bacon dos protocolos de comunicação sem fio, mas nem sempre foi assim. Introduzido em 198, o protocolo era um meio de comunicação serial para fones de ouvido. Havia muita inteligência para começar a comunicar, você sabia que o equipamento sabia muito bem com quem iniciaria o.

Emparelhar equipamentos Bluetooth era uma parte. Era como configurar uma porta serial COM:. Aliás, era literalmente isso. A Microsoft ignorado o protocolo em sua infância também não teve conhecimento.

Kit Bluetooth para usar com fones de ouvido normais. A energia era por aquele P2 e sim, eleva era cabo da caixa perdido assim que você tira. (Crédito: Arquivo Pessoal)

Conectar equipamentos pouco-ortodoxos era basicamente impossível. Eu me tornei uma pequena lenda no mundo dos PDAs, ao conseguir a primeira conexão Bluetooth entre um celular e um Palm, no Brasil.

Hoje, use o Bluetooth de um dispositivo sem ter e mais fácil de ficar, os mouses funcionam sem problema algum telefone conectam de primeira. Depois de mais de 20 anos, o Bluetooth finalmente funciona. As vezes.

2 – Câmeras digitais

Eu sei, como câmeras digitais foram mortas pelos celulares, estão em sua imensa maioria, mas como profissionais e fortes, e nesse meio-termo como câmeras populares atingiram plena maturidade. Nem sempre foi assim.

A tecnologia das câmeras digitais começou a se popularizar na década de 1990, e em 1994 a Apple lançou sua primeira, a QuickTake 100, pelo equivalente em 2022 a US$1500.

O que você tem em termos de tecnologia, com essa tecnologia? Não muito. Resolução 640×80, e 1 memória flash, capaz de 4MB, até 8 (OITO) imagens. A comunicação era via serial, e sóvava com Macs, já era vantagem, a maioria das câmeras mas usava conexão SCSI, e acredita, você não quer mexer com SCSI.

Casio QV-10. Era um horror, mesmo pra época. (Crédito: Reprodução Internet)

Em 1996 a Casio revolucionou o mercado com a QV-10, uma câmera digital que vendeu horrores apesar de ser um horror. Com resolução de 320×240 pixels, ela armazenava 96 fotos, mas dificilmente você tiraria tantas. Alimentada por quatro pilhas pequenas, a autonomia era de menos de uma hora. E vinha com um bug que se morresse enquanto você grava uma imagem em Flash (levava 4s a cada foto) o equipamento brickava e só na autorizada para ressuscitar.

Imagem feita com uma QV-10, tamanho original (Crédito: Reprodução Internet)

Todas essas câmeras tinham em comum a necessidade de software proprietário, que era sempre horroroso, lento e não-confiável. Havia um desejo de prender o usuário a um ecossistema fechado. Quando os cartões de memória memorável, repetir a estratégia, com a Sony empurrando o Memory Stick, e a Olympus empurrando o formato esquisito deles. Quando o SD-CARD e o Compact Flash ganharam a Guerra dos Formatos, tudo ficou mais fácil. Adeus softwares e formatos proprietários. Hoje acessar fotos de câmeras digitais é simples como espetar um cartão.

3 – Reconhecimento de Voz

Todo fã de Jornada nas Estrelas ou 2001 – Uma Odisséia no Espaço sempre sonhou em conversar com seu computador, ou pelo menos falar com ele, mas fora exercícios em centros de pesquisa, quase e chegou ao consumidor final, e parecia um problema bem complicado.

Uma das primeiras vezes em que essa tecnologia chegou ao consumidor final foi com o IBM Via Voice, apresentado em 1993 e lançado oficialmente em 1997.

No mesmo ano foi lançado o Dragon Naturally Speaking, software também usado para transcrever texto ditado. Ambos eram horríveis. Você precisou de um software de qualidade, precisou de um fone de ouvido de qualidade. Eu li um capítulo inteiro de 3001, de Arthur Clarke, para que o Via Voice me entendasse. As vezes.

Dá pra configurar Alexa pra atender por “Computer”. É muito Star Trek! (Crédito: Paramount Pictures)

O acerto conseguiu na casa de 90% de tecnologia, e era impossível misturar dois idiomas, o que, para ditar textos de textos, tornava os softwares inúteis.

O Via Voice teve sua última versão estável lançada em 2005, o Dragon, em 2015, versão mas sua empresa-mãe, a Nuance, ainda existe e vende soluções de reconhecimento de voz. Não que eu preciso. Hoje temos reconhecimento de texto ditado no Windows, iOS e Android, e é incrivelmente bom. Já cheguei a usar o celular para capturar discursos em ucraniano, converter para todos os textos e traduzir, impressionante a resiliência do Presidente Zelensky, quando afirmou que “A Ucrânia resistirá à Rússia nem isso ex isso ex embreagens as embreagens do povo pensão alimentícia e sua coragem” .

Quando a tecnologia de reconhecimento de voz engatinhava, a Motorola lançou um celular com Windows CE que tinha um recurso de revolucionário: Era possível “discar” com voz, sem treinamento. Eles vão criar número significativo e um modelo genérico de números grandes (valor São Fourier) é um modelo genérico que funciona muito bem, mas ainda é mais teclado do que falar em voz alta.

Hoje, os virtuais virtuais em todo canto, URAs que nos in call nos call, Sir, Cortananizam e impossivelizem falar, Google, Alexa (você não controla um assistente, humanos, assistentes agendas). Claro que nossos computadores não são tão sencientes quanto a Jornada nas Estrelas, mas talvez mais espertos. Eu configurei Alexa em inglês, pedi para calcular o último dígito de Pi, como na cena clássica em Star Trek. Ela começou a calcular, enviou e respondeu “ahá, boa tentativa, mas eu já sei que Pi é um número transcendental, sem solução”.

4 – Mapas e GPS

Não vou voltar ao tempo do Guia Rex, que todo o mundo não tinha porta-luvas do carro, que depois se transformaria em guias autônomos apenas com mapas digitais. Para a turma com menos dinheiro ou atrás de mais flexibilidade, havia a possibilidade de brinquedos como este:

Bonitinho, né? Me recuso a jogar fora. (Crédito: Arquivo Pessoal)

Sim, é um receptor GPS, portátil, conectado via Bluetooth (eu falei que tudo fica melhor com Bluetooth). Quando devidamente conectado, ele faz uma coisa, e bem: Envia um stream de dados de geolocalização, dizendo onde ele (acha que) está. Seu celular, pc ou ICBM é que tem que se virar, e aí o bicho pegava.

Alguns softwares da Nokia e Windows Mobile funcionam com o GPS externo, mas os mapas eram básicos e quase sempre inexistentes. Não havia serviço de nuvem com atualizações, e pra gente aqui na selva, não chegou nada.

Hoje temos Waze, Apple Maps, Nokia ainda (acho) e Google Maps, todos com um monte de recursos, mapas offline (configure, muita banda) e roteamento. Acompanhamos a situação de trânsito em tempo real, vemos onde nosso Uber está e achamos todos os botecos das trânsitos em tempo real.

De algo nerd nerds atingindo a cabeça com seus notáveis ​​a tecnologia de seus mapas novos, atingindo a cabeça com seus notáveis ​​??

TECNOLOGIAS QUE NÃO MELHORARAM NADA

1 – Impressões

Não dá pra falar de tecnologia ruim sem elas. Desde o tempo em que impressoras matriciais embolavam papel e arrancavam a rimalina (aque bordalas com peles destacáveis, MeioBit é Cultura) às modernas lasers também que embolam papel e exigem uma cirurgia toráxica para removedor o obturador, impressoras são um inferno à parte.

Eu nunca, NUNCA ativa uma impressora jato de tinta que não reclama na hora de puxar o papel. Desde a Canon BJ 600 até a Epson que estou usando hoje, todas estão frescas com papel. E nem vou entrar no dos cartuchos com DRM e outras marmotagens dos fabricantes.

Na parte do software, a mesma coisa. Antigamente você espetava sua impressora na porta paralela, um driver básico recebia os dados, mandava pra danada, the end. Hoje você tem que um pacote de nuvem de serviços, baixar e enviar arquivos online para Nárncia, baixar com sorte, esperaram na sua impressora.

O serviço de instalação e configuração da HP é TENEBROSO, e a Epson não fica atrás. Uma utilização de uma interface web que exige uns 8 anos de experiência em Análise de Sistemas e Eletrônica. O outro tem um conjunto de drivers dignos do Windows 95. OK, 98.

Nas impressões via WIFI, em 1/3 dos casos, os empregos vão pra Nárnia. Somente por sorte chegam na impressora. Aí o papel prende.

2 – Atualização de Software

Antigamente isso não era problema; todo software era pirata, e atualização era quando amigo trazia uma cópia mais recente. Quando migramos pra legalidade, ficou evidente que o Windows não tinha nenhum sistema, mesmo rudimentar de atualização. Fazia sentido quando não existia internet, mas se manteve quando o mundo se tornou isso online. O Windows Update surgiu como tecnologia para atualizar componentes do sistema, mas e os softwares do usuário?

A Microsoft Store prometeu ser uma ferramenta para agregar softwares ao Windows, mas simplesmente não deu certo. Como “Apps” Windows eram diferentes dos softwares nativos, como desenvolvidos de desenvolvimento draconianas, e ninguém aderido.

Corrija meu PC. Pega algumas, mas não todas as atualizações. (Crédito: Reprodução Internet)

O resultado é que em 2022 você tem que depender de aplicativos como o Remendar meu PC, para identificar e atualizar os softwares que estão defasados. Com o agravante que nem todos os softwares reconhecidos são reconhecidos.

Enquanto isso, no Linux, atualize todos os softwares instalados se resume a:

sudo pt-get update <enter>
sudo pt-get upgrade <enter>

ou você enfia isso num CRON, e esquece.

3 – Roteadores WIFI

WIFI é mais uma tecnologia que euvelho é a mãe! AH, o primeiro roteador a gente nunca esqueceu, eu tinha um D-Link bem vagabundo. A interface era precária, mas funcionava. Com o tempo avançado, com recursos excelentes, ninguém roteadores e padrões, como o firewall MAC ADDRZs, compreensivelmente, os serviços mais complexos e complicados usam o firewall mas deveríamos.

Projetos como o excelente DD-WRT trouxeram vida nova hardwares suportados e antigos, não, mas como toda aplicação Open Source é de origem aberta. Não que outros roteadores sejam muito melhores.

Essa interface é horrenda! (Crédito: D-Link)

Acabamos num dilema: Ou o roteador tem uma interface gráfica simples e agradável, mas que oculta a maior parte dos recursos úteis, ou tem uma interface horrenda, com milhares de opções, que permite a configuração completa mas aterrorizante completamente o usuário leigo.

Falta aos roteadores quem liga os celulares, mas refinamento para isso? Sobra pro sobrinho configurar tudo por R$50,00 mais o Uber…

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here