Mick Schumacher, Fórmula 1 e os bilhões por trás de tudo isso – Money Times

Fórmula 1
Incidente dirigido por Mick Schumacher, pode superar os US$ 10 milhões (Imagem: Shutterstock/ Cola)

O público que assista ao GP de Mônaco de Fórmula 1 ficou ao atender o acidente com o piloto Mick Schumacher no último domingo (29). Ao se chocar com a proteção na saída de uma das curvas, o automóvel atingiu seu veículo com tanta força que o teve partido ao meio.

Felizmente, Schumacher saiu do incidente e pode sair do monoposto sem ajuda externa. Ele foi levado ao posto médico para verificar seu estado de saúde, onde não foi confirmada nenhuma lesão. Ao contrário do piloto, o carro produzido pela Haas foi completamente destruído.

Prejuízos do acidente

O valor estimado para produção dos veículos de corrida pelas escolas gira em torno de US$ 20 milhões (cerca de R$ 95 milhões). Apesar da destruição quase integral do veículo da Haas, é provável que alguns componentes sejam reaproveitados na produção do novo carro.

De acordo com o professor Rafael Serralvo, docente do curso de Engenharia Mecânica da FEI, 80% do custo desses está atrelado a unidade de potência, ou seja, o motor, que envolve dois tipos de modelos de propulsão, a alternativa e diferentes elétricos.

Apesar da discrepância nos custos de produção, uma parte das tecnologias desenvolvido para os veículos comuns de corrida é utilizado posteriormente em veículos. Um bom exemplo disso, são as aplicações tecnológicas presentes nos novos carros elétricos lançados no mercado.

“Atualmente, os carros de F1 contam com um sistema de recuperação de energia através das partes móveis do sistema de turbo compressor, da mesma forma que um motor elétrico é utilizado para diminuir o tempo de resposta do turbo, aumentando as retomadas”, Serralvo .

Fórmula 1 GP de Mônaco
80% dos custos de produção dos monopostos da Fórmula 1 se concentra apenas na unidade de potência dos veículos (Imagem: REUTERS/Benoit Tessier)

Indústria bilionária

Sendo a categoria mais avançada das corridas automobilísticas, a Fórmula 1, além de maior, é uma das dimensões com geração de capital do mundo. Apenas em 2021, a receita da Grupo Fórmula 1 – grupo de empresas responsáveis ​​pela realização dos campeonatos – foi de US$ 2,14 bilhões.

Segundo Rodrigo Lima, analista de investimentos e editor de conteúdo da Stake, apesar da dificuldade de mensuração dos ganhos por ganhos por trás da competição, estima-se que os custos das montadoras com pesquisa e desenvolvimento para seus veículos de corrida seja cerca de US$ 300 milhões por ano.

Para Lima, mesmo a maior parte dos ganhos das montadoras virem das vendas para o varejo, a exposição das marcas nacionais de Fórmula 1 faz com que o valor agregado como montadoras se tornem maior, principalmente enquanto automóveis de luxo.

De acordo com o analista, a baixa liquidez do mercado de luxoem qualquer um dos seus segmentos, faz com que as empresas do setor sintam menos impacto diante das crises financeiras – como as enfrentadas no Brasil ou Estados Unidos.

“Durante a pandemia da Covid9, as ações da Ferrari1 menos do que o S&P 500que é o principal índice da Bolsa de Valores americana, por exemplo. Isso justamente porque a crise pode impactar a venda de veículos populares, mas não de já é muito maior do que a oferta”, explica.

Mesmo com uma retração de 23% no setor de automóveiso mercado de veículos de luxo apresentou um crescimento no primeiro quadrimestre de 2022 com a venda de mais de 23 mil veículos no mesmo período.

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