‘O que me revolta é que resolveu de fazer as buscas’ diz irmão de vítima em PE

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As intensas chuvas que caem no Recife e desde a região metropolitana da capital, 25, marcas registradas de luto e destruição nas comunidades atingidas. Na última semana, enchentes e mortes4 e já provocarão 4 há ao menos 56 desaparecidos. O número de desabrigados chega a 3.957 e 533 pessoas estão desalojadas na região.

Uma das vítimas foi o jardineiro Alex Roberto da Luz, de 11 anos. Morador do bairro de Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes, na região de animais do bairro dos Guararapes, ele morreu na quarta-feira, 25, enquanto tentava evitar que seus perseguidos fossem arrastados pela enxurrada em uma rua alagada. Seu corpo foi encontrado nesta sexta-feira, 27, por seus irmãos, que usaram uma jangada para vasculhar a região.

“O que me revolta é que meu irmão fez as buscas pelo sozinhos. Os bombeiros avisaram que a prioridade era pessoas saudáveis”, contornou Alexandro Rodrigo, irmão de Alex. “Passamos dois dias procurando por ele. Depois, ainda esperamos sete horas até o que seria e levar para o Instituto Médico Legal (IML). É revoltante.”

Além dos casos contados pelas pessoas, houve impacto que mudou por conta das pessoas pelo pensamento. A professora Luare Soares, de 47 anos, contorno que sua mãe, Dalva Freire Soares, de 86, começou a se mal depois que a água começou a invadir a casa da família, no bairro da Imbiribeira, na zona do Recife. Apesar de alagamentos específicos em épocas de chuva, foi a primeira vez que a água avançou tanto no imóvel.

“Quando percebi que a água invadiu nossa casa, por volta das 6 horas da manhã, disse para a minha mãe ficar na cama. Pouco tempo depois, voltei ao quarto e ela já estava passando mal. Liguei para o Samu, tentei reanimá-la, mas não foi possível. Depois, ligue para os bombeiros, para a polícia, para retirar o corpo, mas a rua estava alagada. Só decidirá das 15 horas”, voltará a professora. “Minha mãe sem medo de que algo assim pudesse acontecer, era hipertensa e não resistiu ao impacto da situação.”

A família Mirtes Car de Oliveira, de 4 anos, também doceira dos mortos ainda está localizada na região de Abacaxi, O impacto do bairro de Círculos que ainda está na região de Abacaxi, O impacto. “Meu filho do meio não consegue dormir, chora bastante”, relata Mirtes, que mora há oito anos na localidade. “Perdi todo o meu material de trabalho, minha casa está com 50 centímetros de lama. É uma tristeza.”

Mirtes conta que estava acordando da madrugada da quarta-feira no início da feira, quando começou com a tempestade das chuvas, quando ela e o marido escutavam um forte estrondo. Ele a princípio, decidiu que se decidiu, a um trovão. A doceira, no entanto, não teve dúvidas: a próxima à sua casa havia desabado.

O casal acordou os três filhos, de 17, 8 e 6 anos, e deixou o imóvel, buscando abrigo na casa de parentes. Só no seguinte dia teve a dimensão do impacto do impactor. Dois de seus vizinhos, o casal Rosemary da Silva, de 44 anos, e Sérgio Pimentel de 54, faleceu, naquela madrugada. Os corpos foram encontrados na quinta-feira.

Em casa, Mirtes viu que sua estação de trabalho, localizada nos fundos da casa, havia sido totalmente perdida, enquanto a residência foi tomada pela lama.Uma situação vivenciada também por alguns dos seus vizinhos.

Moradora da comunidade de palafitas localizada na Baía do Pina, na zona sul do Recife, a marisqueira Leydiane da Silva, de 27 anos, tem vivido dias de apreensão por conta da intempérie. Com as chuvas, ela sofre com a estrutura e a maré de alta comunidade, além de resistente, foi afetada por conta do incêndio e recentemente não teve início.

“A maré alta, misturada com o lixo, trouxe muitos problemas. Na minha casa, as paredes e as telhas estão encharcadas. Muita gente saiu daqui depois do incêndio, mas eu não tinha para onde ir”, conta Leydiane. “A Prefeitura deu até segunda-feira (30) para a gente sair. Nós, que somos de palafita, vamos receber uma indenização de R$ 1.500 pela casa e um auxílio de R$ 200. O que mais me preocupa neste inverno é o trabalho. As chuvas misturam águas doces e salgadas, não vamos ter como trabalhar os mariscos.”



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