Heurísticas tupiniquins no investimento em ações – Money Times

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“A pesquisa revelou que os investidores brasileiros adotam caminhos mais fáceis para tomar decisões de investimentos em ações”, (Imagem: Divulgação/ Empiricus)

Entender como o nosso cérebro funciona é instrutivo para tomar as melhores decisões de investimento.

Não é à toa que as finanças comportamentais são uma das áreas de estudos que mais ganham força. O objetivo é entender os aspectos psicológicos e não ativos dos processos de avaliação e escolha.

Aqui na Empiricus, nós apoiamos uma série de debates e iniciativas nesse sentido. No final do ano passado, demos a nossa contribuição à pesquisa documental “Heurísticas na decisão de compra de ações – Evidências para o mercado do Brasil”administração do seu profissional FI Sandra Santos, em mestrado em gestão de negócios da Fundação Instituto de Professor Rodolfo Olivo.

Abrimos a nossa base de assinantes e também dos seguidores nossos produtos desenvolvidos para a aplicação dos nossos titulares. O alto engajamento nos surpreende, com os respondentes representando parcela significativa da amostra.

Os resultados desse estudo saíram recentemente e eu convidei a Sandra para um bate-papo. São informações que nos ajudam a despertar o nosso senso crítico. Acompanhe a seguir:

Conforme sua pesquisa, como os investidores brasileiros se comportam na hora de investir em ações?

Seja que os investidores brasileiros adotam as soluções mais fáceis para tomar decisões de investimentos, eles usam ações atalhos mentaiscomo chamadas heurísticas, em famigeradas de modelos matemáticos e estatísticos previstos pelas finanças mais racionais.

Em geral, as heurísticas costumam ser eficientes e ajudam a economizar tempo e energia. Pode-se determinar que elas são úteis já que são soluções rápidas, contudo, nelas como maiores chances de erros graves.

Na verdade, quando a gente fala sobre vies cognitivos existe uma grande variedade documentada pelas ciências comportamentais. Esse estudo focou em ancoragem; representatividade e disponibilidade.

Você pode comentar sobre esses três vídeos?

UMA ancoragem é a tendência da primeira informação de recepção e utilização-la como ponto de referência ou uma âncora para tomar decisões. Essas âncoras podem aparecer de diversas maneiras ou pode ser um preço atingido em determinada época, cotações de compras ou de vendas anteriores um valor aleatório.

Já a heurística da representatividade Simplifica a decisão do investidor ao projetar uma performance futura da ação baseada apenas na trajetória passada como elemento representativo de tal análise. Ou, no futuro, os investidores veem e supõem que o sucesso não tenha sido bom uma empresa, o que não tenha tido sucesso é uma empresa certeza.

Outro exemplo é avaliarem que o potencial de uma ação é simplesmente positiva por terem empatia pela empresa.

Por sua vez, a heurística da disponibilidade é uma tendência dos investidores de darem mais peso às informações facilmente disponíveis ao examinar outras alternativas. Assim, costumam ser as ações que em maior parte na mídia e por exemplo são escolhidas nacionais e internacionais.

Qual é o atalho mental mais usado entre os investidores brasileiros?

O estudo que o viés da disponibilidade é o que se manifesta com mais intensidade entre os investidores brasileiros. Já as heurísticas de ancoragem e representatividade quase empatam em segundo lugar.

Notícias, redes sociais influenciadores, tudo isso realmente influencia e principalmente. Os investidores baseiam-se nas informações de que eles têm mais facilidade e confiança, geralmente não se parecem para outras fontes.

O grau de educação atenua essas visões comportamentais em se tratando de investimentos na Bolsa?

A pesquisa evidenciou que mesmo a educação formal de riscos no Brasil não os exime de riscos oriundos do uso das heurísticas ao investir na Bolsa.

Contudo, o grau de instrução pode ser relevante para minimizar a ação delas. A gente chegou a essa conclusão quando comparamos os resultados de nosso estudo com dados de outros países. Vale dizer que parte nível da nossa amostra brasileira tem nível de escolaridade.

Nesse contexto, qual a importância da educação financeira? Como estão as iniciativas nesse sentido no país?

A educação financeira é uma ferramenta importantíssima. As iniciativas que informam sobre operar no mercado de capitais em relação aos programas que alertam às heurísticas os investidores melhoram a alocação dos recursos.

Como comentei, o uso de heurísticas pode levar a equívocos, portanto, é tomar consciência desse comportamento e seus efeitos. Indivíduos com educação financeira tendencialmente a investidores arriscados, não podem com os perfis, e na maior parte das carteiras não, e na maior parte das carteiras, muitas vezes, não limitar os ganhos potenciais.

Por isso, é fundamental ampliar os mecanismos de estudos de instituições de ensino, das instituições financeiras e dos governos no aprofundamento e na configuração de questões envolvidas na decisão financeira. Observe que há um movimento positivo nesse sentido no país, mas é preciso muito mais.

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