Com dicas de estudo, vestibulandos e universitários viram influenciadores

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Estudar para o vestibular ou na faculdade pode ser bastante solitário e desafiador. As cobranças são altas e os medos, constantes. Por isso, estudantes escolhem como experiências acadêmicas nas redes sociais. Os “study influencers” mostram técnicas de estudo, aulas e resolução de exercícios até vlogs sobre o dia a dia e bate-papos sobre a vida de estudante.

Nicolas Lazaroto Bezerra de Lima, de 19 anos, conta que não gostava de estudar e não se considerava bom aluno. Assim, ganhou diversas medalhas nas Olimpíadas de Matemática e Astronomia, e foi aprovado nos vestibulares das Universidades de São Paulo (USP), de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista (Unesp). Mas muita coisa mudou desde quando estava no terceiro ano do ensino médio. “Antes, eu não via utilidade nas coisas que estudava. O que mudou foi apenas por obrigação, em querer saber, ler o que quiser, e assim me interessar pelo hábito de adquirir conhecimento, explica.

E foi assim que, no último ano o jovem mudou a rotina de estudos e começou a postar vídeos no YouTube. Hoje o canal ‘Nicolas Lazaroto’ tem 79,5 mil inscritos, fóruns os 24,6 mil seguidores no Instagram. Posta aulas ensinando específicos – geralmente de Exatas – e resolvendo exercícios. Mas o que dá maior visibilidade e cria mais engajamento, segundo ele, são vídeos sobre sua experiência fazendo vestibulares ou dicas.

Tendo sido aprovado em universidades concorridas e renomadas, Nicolas continua estudando o mesmo concurso público da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). Quer seguir uma carreira militar. Este ano, fará a terceira tentativa. Segundo o estudante, prova é mais difícil que os vestibulares a serem competitivos, com objetivos “mais conteudistas, sem tanto contexto”, diferentemente da prova do Enem, na qualidade de interpretação de texto pode auxiliar na resolução.

Solidariedade

Quem também começou a compartilhar a busca pela aprovação foi Agnessa Klingóbrega, de 6 anos. Hoje, ela é graduanda de Física na USP, mas criou seu canal “Alexandria 21”, com 3 mil inscritos, quando era vestibulanda, em 2020. “Eu já vontade de iniciar esse projeto fazia tempo, e procurava vídeos sobre como estudar sozinha para o vestibular, mas não encontradas. Então pensei em ajudar, assim, eu, como tendo condições de fazer o curso público, reforçar as pessoas que não estudavam em casa, reforçando a dificuldade da Fuvest e contando da USP. “Geralmente alunos que fizeram cursinho ou são de colégio particular muito bom.”

Depois que obteve a aprovação na universidade, Agnessa passou a compartilhar dicas de estudos e estratégias para vestibulares, além de aulas explicando materiais didáticos e vídeos sobre a experiência na USP. “Comecei a colocar aula de Matemática Básica e quero futuramente colocar também de nível médio e até superior, porque Exata é o que mais assusta e afasta as pessoas”, diz. “Falo também sobre os auxílios e bolsas da universidade, porque não basta entrar, é preciso se manter lá. Eu mesma coisa de sair da universidade porque não sabia dos auxílios”, revela a estudante.

Já Laura Soncim, de 22 anos, passou no vestibular para cursar Medicina e saiu do Espírito Santo para estudar em Santa Catarina. No canal que leva seu nome, com 18 mil inscritos, o que mais faz são os chamados medvlogs, vídeos com trechos do seu dia, até como práticas na faculdade. No vídeo mais assistido, com 73 mil visualizações, Laura está dissecando um olho na disciplina de Anatomia. Em seguida, ganhou mais destaque o vídeo sobre como conseguiu bolsa de 100% pelo ProUni.

Para Lucas Felpi, de 20 anos, que ficou conhecido após tirar 988 em Matemática e 1000 (a nota máxima) na Redação do Enem 2018, a repercussão levou muita gente a querer tirar dúvidas sobre a prova. O canal dele tem 551 mil inscritos e seu perfil no Instagram, 260 mil seguidores. De acordo com a rede social dos professores Isabel Tatit, é em jovens que as redes sociais dos ensinom, inclusive, entre os custos e as vidas do ensino. Muitos, dessa forma, educação com assuntos que antes eram “para poucos”, por causa de um aspecto elitista dos alunos, explica a especialista.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.



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