Análise dos próximos passos na análise do novo administrado à presidência da Petrobras

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O indicado pelo governo federal para assumir o presidente da Petrobrás, Caio Mário Paes de Andradeainda deve permanecer seu longo prazo de entrega da companhia.

O processo é normal para qualquer nomeação, uma forma de garantia que o indicado não possui conflitos de interesse e que está qualificado para qualquer carga. Apenas disso depois é que Andrade será votado pelos acionistas.

Se a aprovação, o atual secretário especial de Desburocratização e Governo Digital do Ministério da Economia representante o quarto presidente da Petrobras em um ano.

O processo ainda pode levar ao levantamento de informações, que pode fazer Andrade da indicação ocorreu com o nome de Adriano Pires neste ano. Além disso, corre o risco de chegar enfraquecido à posição. Entenda:

Próximas etapas

Fontes da área de governança da Petrobras afirmou à CNN no dia 26 de maio que ainda era necessário que o governador federal envie o currículo de Paes de Andrade para que as primeiras “varreduras” fossem feitas, em um processo detalhado pelo próprio governo em janeiro deste ano.

A análise será feita pelo Comitê de Integridade na primeira parte do processo, que basicamente determina se o candidato tem o interesse para assumir a carga, focando principalmente em conflitos.

Um conflito de interesse poderia fazer com que uma operação indicada não tivesse um foco da Petrobras como mas sim usar a estatal para beneficiários de negócios ou pessoas ligadas a ele. Foi nessa fase que Adriano Pires desistiu da indicação, já que foi sinalizado um possível interesse por ele ter uma consultoria anterior de conflito para empresas de petróleo e gás.

Uma vez que o nome de Andrade seja balizado, a próxima etapa é no Comitê de Pessoas e Sucessão, formado por alguns integrantes do Conselho de Administração da empresa.

Lá, uma análise será sobre os conhecimentos técnicos do secretário atual e a compatibilidade com as exigências da carga, além de considerar uma análise anterior.

Com isso, é divulgado um parecer favorável ou não ao Conselho, que é enviado ao presidente do presidente. Apenas aí ele poderá convocar uma Assembleia Geral Ordinária, com os acionistas votando contra ou a favor da indicação.

Henrique Jager, pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), afirma que o mais comum é que esse processo leve em torno de um mês, já que a assembleia precisa ser convocada com 30 dias de antecedência.

No caso de Andrade, porém, as indicações de que o processo seja apenas encerrado, com o nome apreciado, em 45 a 60 dias.

Jager, por exemplo, aposta num período de 50 a 60 dias. Isso acontecerá porque o nome não será avaliado.

“O presidente atual foi por voto múltiplo —o eleito em um grupo eleitor para o conselho, uma chapa, uma chapa. Agora, os outros sete aprovados perdem seus mandatos, e uma nova votação depende do nome dos outros sete”, explica.

Dessas oito vagas, seis são da União, que precisa indicar os nomes e currículos para passarem pelo mesmo processo de análise. Até agora, porém, isso não aconteceu.

Para Jager, a demora está atualizado a um desejo do governo de trocar diretores, indicando mais alinhados ao Ministério da Economia. Enquanto as nomenclaturas não ocorrerem, a Assembleia não poderá ser convocada, e a indicação será paralisada.

Desafios

Flávio Conde, chefe de renda variável da Levante, avalia que o nome de Caio Paes de Andrade “muito provavelmente” será aprovado. O motivo seria um conhecimento científico e corporativo extenso, com necessidade de carga.

Conde ainda aponta que Andrade não é um completo “neófito” no setor de petróleo e gás, já que faz parte do conselho da estatal PPSA (Pré-Sal Petróleo SA), um dos alvos dos planos de privatização do governo, junto com a própria Petrobras.

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O analista cita ainda os de Roberto Castello Branco e fazer geral Joaquim Silva e Luna, primeiro e segundo presidentes da estatal no governador Bolsonaro. Os dois não tinham experiência no setor.

Jager afirma, porém, que o Comitê de Pessoas é formado por integrantes do Conselho de Administração, e o mesmo tem dados de sinais de estar “muito politizado”. Por isso, ele vê um risco de ocorrer um esforço para barrar o nome de Andrade, como forma de se opor a mais uma troca pelo governo.

“Ele não conhece o setor e não é conhecido nele. Uma pessoa que conhece teria mais desenvoltura, em especial para o que o governo quer, mas o fato de não conhecer o setor não é impeditivo”, diz.

Ele lembra que o próprio Comitê Olímpico dos nomes de Castell e Silva e Luna Portanto, caso o órgão use o argumento de desconhecimento do setor para emitir um contrário à indicação, a posição relatório “não se sustentaria”.

O relatório não deve ter ocorrido também o resultado final da Assembleia, a menos que levasse à desistência de Andrade. Entretanto, Jaquer considera que esse cenário seria “ruim para a companhia, porque enfraquece o presidente atual, dificulta que tome decisões”.

Mesmo assim, ele classifica o processo como “saudável”, pois oferece mais confiabilidade e confiabilidade ao mercado. Já o que a simbolizaria, de acordo com a troca de pesquisador uma tentativa de mudar a política de preços de comercio, abala a imagem da companhia.

“O governo até mesmo, mas a política por quase três anos, o calendário eleitoral e leva a esse interesse de mudar a companhia. Por mais que seja praticamente impossível em 2022, deixa apontado para o mercado”, avalia.

Ele vê Paes de Andrade como um indicado “antenado” nesse debate com laços com os ministros da Economia, Paulo Guedese de Minas e Energia, Adolfo Sachsidaambos à privatização.

“O objetivo com a indicação seria preparar a companhia para a privatização, dialogar com os acionistas privados, mas falar que para a privatização precisaria mudar os preços para ganhar a eleição”, diz.

Flávio, porém, afirma que uma mudança integral na política não ocorre, já que a empresa prevê uma mudança no estatuto da e no próprio perfil do Conselho Administrativo atual.

Em vez disso, ele aposta em um esforço do governo para aumentar o intervalo de tempo entre os reajustes. No caso da gasolinapor exemplo, passaria de 70 para até 180 dias.

Jager vê essa mudança como mais provável também já que a possibilidade de mudar a política de preços passa pela burocracia interna. “Mudar estatuto é algo delicado, então, deve continuar a ter um espaçamento, sem maior adaptação entre os reajustes”.

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