Sem definir plano de governo, Lula evita sabatinas com negócios

0
10

Sem um plano de governo pronto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foge de sabatinas com empresário. O pet tem se esquivado de debates com executivos para evitar os aliados antes de haver consenso sobre as propostas para o planejamento público na disputa pelo Palácio do Planalto para o governo. Para esses eventos, Lula tem escalado apoiadores mais próximos.

Sob a condição de reserva, os funcionários da pré-campanha do- estabelecimento afirmaram que ele foi o ex-presidente da empresa, principalmente do mercado financeiro. No entanto, Lula está intransigente quanto a participar de conversas abertas que podem implicar e possíveis ocorrências de crucifixos.

Em evento promovido pela XP Investimentos neste mês por exemplo, o ex-presidente teve como emissário o ex-ministro da Saúde e atual deputado federal Alexandre Padilha. O Estadão apurou que tratou de temas caros à Faria Lima, como a reforma trabalhista, que Lula já criticou e agora fala em revisão. Padilha disse o empresariado fará parte das análises sobre o tema.

Padilha afirmou que foi “convidado como ex-ministro da coordenação política e atual deputado federal”. Ele também é conhecido de outro evento da empresa, no mês passado, nos Estados Unidos. “Em Washington, fui nessa condição (de ex-ministro e deputado) e, nos debates chapas, o PT estava das publicações (Economista da Unicamp)”, afirmou. O deputado disse desconhecer que Lula evita debates.

RESERVADO – A estratégia de Lula, porém, foi confirmada por aliados. “Ele tem tratado (de economia) em acomodações mais reservadas. Para as agendas mais abertas, (o presidente Jair) Bolsonaro mandava o povo dele lá, e saiam dizendo tudo diferente”, afirmou o ex-governador Wellington Dias (PT), um dos articuladores e conselheiros de Lula.

Dias afirmou que Lula quer “ouvir e ainda compreender mais os desafios das empresas em cada área”, das pequenas às grandes. “Ele (ex-altamente) está preocupado com o efeito da inflação, dos juros, dos juros na economia, e eles têm grandes dificuldades com o aluguel na renda, e são eles que produzirão a queda da renda na economia.”

Entre os eventos que fevereiro Lula já estão participando a no CEO Conference,. O banco confirmou que Lula declinou do painel apresentado pela instituição. Procurada para comentar a estratégia, a assessoria de imprensa do petista não quis se manifestar.

Apesar do esforço financeiro, ou do ex-presidente ter participado de eventos constitucionais, onde, por exemplo, já atacou o teto de gastos – regra que aumenta o aumento das despesas públicas à limitação e hoje é uma única âncora fiscal do País. Na sexta-feira, ele se encontrou com os movimentos sociais mais uma vez, em São Paulo.

PORTAS FECHADAS – Para encontros a portas fechadas, Lula tem recorrido aos antigos aliados do meio empresarial. Um deles é José Seripieri Filho, conhecido como Junior, fundador da Qualicorp, intermediadora de planos de saúde. Na casa de Junior, por exemplo, foi designado Fernando um jantar reservado com Lula Haddad – pré-candidato ao conselho de São Paulo -, e como representante do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e o executivo da Voantim Cláudio Erm Moraes, em fevereiro.

O encontro foi revelado pelo jornal O Globo e confirmado pelo Estadão. Na conversa, segundo uma fonte presente ao jantar, Lula disse que está disposto a olhar para frente e deixar desavenças no passado. Junior, Trabuco e Moraes não se manifestaram.

Lula também chegou a se reunir com o presidente-executivo da XP Investimentos, Guilherme Benchimol, reservadomente, no mês passado. O empresário disse, em redes sociais, que o encontro foi “institucional” e que se encontraria com outros presidentes. Sem Lula, outro fiel aliado, o empresário e ex-ministro Walfrido Mares Guia, chegou a ter uma conversa com o XP durante a qual petista e seus governos. Walfrido não se manifestou.

ESTRATÉGIA – As reuniões a portas fechadas, com seletos convidados, perdurar até que Lula alinhe seu plano de governo com aliados. “A nossa ideia é elaborada um programa mais enxuto”, disse o presidente do PSB, Carlos Siqueira, após uma reunião para debatedor como propostas em São Paulo.

Durante o evento, por vídeo, o ex-ministro Aloizio Mercada afirmou que o PT divulgará o plano de governo somente no início da campanha, em agosto. Segundo ele, há o risco de Bolsonaro, ainda no cargo, “roubar” propostas. Mencionou, por exemplo, que o PT e Lula defendem abertamente ações para socorrer endividados do Fies, e que o governo federal editou uma Medida Provisória que tem sobre a negociação de dívidas dos estudantes.



LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here