Você já esteve tão cansado que ficou com vontade de chorar sem motivo? Depois de uma semana estressante, se viu derrubando lágrimas com um vídeo de bicho fofinho? A ação pode estar menos relacionada com as suas emoções e mais com a biologia: às vezes, o organismo precisa que você chore para se organizar.

As emoções são processadas no cérebro e influenciam duas partes do sistema nervoso: o simpático e o parassimpático. O primeiro é o responsável por “correr ou lutar” e o segundo, por trazer o corpo de volta à calma. Quando choramos, o sistema parassimpático é ativado, nos trazendo consolo e alívio.

Em situações de muito estresse, ou cansaço extremo, o sistema simpático fica ativado por muito tempo, e a parte do cérebro responsável por regular as emoções acaba sobrecarregada — nas palavras da pesquisadora e psicóloga Peggy Kern, da Universidade de Melbourne, na Austrália, é como se o computador travasse por ter muitos programas rodando ao mesmo tempo.

Sem conseguir regular as emoções corretamente, dá vontade de chorar mesmo que não haja uma razão compatível: a ação vai ativar o sistema parassimpático e trazer algum alívio.

“Podemos nem perceber o quão sobrecarregados estamos até começar a chorar por um motivo muito pequeno“, explica, em artigo publicado na plataforma de divulgação científica The Conversation.

Simpatia

Além de ser uma função fisiológica, as lágrimas também têm uma função nas relações interpessoais. Kern conta que o choro pode ser um jeito involuntário de chamar atenção para mostrar que precisamos de ajuda, ou para gerar simpatia em terceiros.

“As lágrimas são parte normal do funcionamento do corpo. Especialmente com a pressão dos últimos anos, às vezes não existe nada melhor do que chorar para aliviar as emoções”, afirma.

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