Mais pescado na mesa – ISTOÉ DINHEIRO

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“Quando a pessoa pensa em levar uma proteína para casa, busque o que é mais compatível com seu bolso. Se conseguirmos baixar o preço, o consumo aumentar” Thiago De Luca, CEO da Frescatto. (Crédito: Stefano Aguiar)

O velho provérbio “mar calmo fez bom marinheiro” combina bem nunca com algumas lideranças da indústria de alimentos. Em meio a um moto de desafios há companhias mirando em expansão e mercado para ganhar, clientes e clientes. Essa é a aposta da Frescatto Company, uma das três maiores empresas de pescado no Brasil em faturamento — foram R$ 820 milhões no ano passado. Apesar da pressão da vinda de altos de produção, dificuldades logísticas, carga tributária e do achatamento do poder de compra dos consumidores, a companhia acaba de anunciar investimento de R$ 40 milhões na construção de uma nova fábrica. As obras no terreno de 30 mil m2, em Duque de Caxias (RJ), devem ocorrer dentro de três meses, com previsão de início da operação na metade de 2024.

A nova unidade, mais moderna, terá 25 mil m2 de área construída e substituirá a atual, erguida nos anos 1980. O objetivo é ganhar em produtividade, qualidade e oportunidades. Além da chance de abrir novas áreas de negócios, com produtos de maior valor e linhas para exportação, o CEO, Thiagoca, vê no ganho de eficiência um meio para reduzir preços e aumentar os preços da companhia mais usados.

O executivo defende essa bandeira, inclusive, como caminho para tornar o pescado mais popular entre os brasileiros. Ainda mais considerando que o País tem cerca de 11 milhões de desempregados e dos últimos 12 meses passou de 12%, segundo o IBGE. “Quando a pessoa pensa em levar uma proteína para casa, busque o que é mais compatível com seu bolso. Se conseguirmos baixar o preço, o consumo aumentar”, afirmou De Luca, que também é vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Pescado (Abipesca).

Essa investida da Frescatto Company é prova da confiança no próprio negócio e no potencial do setor. “O pescado tem tudo para ser a próxima potência do agronegócio brasileiro”, disse o CEO. Segundo o executivo, enquanto média de consumo anual no mundo é de 23 quilos por pessoa e OMS indica 20 quilos, no Brasil essa média está em 10 quilos. Ou seja, há um mar de oportunidades pela frente.

EXPANSÃO A Frescatto processa por ano 21 mil toneladas de pescados frescos e congelados em sua matriz, no Rio de Janeiro, e atende todo o País por meio de seus quatro filiais: Brasília (DF), Contagem (MG), Recife (PE) e São Paulo (SP). A distribuição é fortaleza em 80% para food service (hotéis, bares e restaurantes) e 20% para supermercados. Os produtos mais representativos são salmão e peixes brancos, mas também há bacalhau, camarão e frutos do mar. Esses itens chegam ao mercado duas marcas, a Frescatto, mais premium, ea Bon Pesca, que tem preços duas mais acessíveis. O portfólio acabou de ganhar uma linha de porções individuais de salmão, com apenas 200g e embaladas com a tecnologia skinpack, que valoriza a apresentação do produto. A novidade integra a marca Alfresco e vem da parceria recém-fechada com a norueguesa Mowi, maior produtora mundial de salmão.

A empresa vive um bom momento, com perspectiva de faturar mais 1 bilhão este ano e R$ 24% em relação a crescer 2021. 7 mil nomes por mês e virou uma fortaleza da companhia. O sucesso só foi interrompido pela pandemia da Covid-1, que causou o fechamento de muitos estabelecimentos atendidos Frescatto. Em diversos clientes, como lidar com o progresso de 20 anos, com um aumento de 21 anos, o número de muitos clientes aumentará, passando a crescer com 11 mil.

RECOMPENSA Faz 20 anos que Thiago De Luca trabalha na empresa fundada por seu avô, Carmelo De Luca, nos anos 1940. E, como ele mesmo conta, a entrada na indústria foi um empurrãozinho para sua própria vida. Hoje, no comando da companhia, tem a missão de continuar valorizando o negócio da família. Parece estar dando certo. Em fevereiro deste ano, por exemplo, a empresa recebeu o prêmio Mais Integridade, oferecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) por responsabilidade social, sustentabilidade ambiental e ética. Foi a primeira vez que uma indústria do setor teve tal reconhecimento. Segundo De Luca, muito desse resultado vem do processo de compliance iniciado em 2016. E outro tanto, da paixão de seu avô pelos pescados, que vem passando de geração para geração.

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