Diversidade reconhecida – ISTOÉ DINHEIRO

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PIONEIRISMO O programa de trainee com 100% de vagas afirmativas para negros foi reeditado este ano pela Magalu e ainda serve de benchmark para o mercado. (Crédito: Divulgação)

Fortalecida nos últimos anos pelo crescente interesse na agenda ESG (ambiental, social e governança), a luta pela igualdade racial está longe de uma solução definitiva dentro do mercado de trabalho. De acordo com o Índice de Equidade Racial Empresarial (IERE) de 2021, a participação de negros — classificação que engloba pretos e pardos — nas empresas é de cerca de 30%. Quando o recorte é por cargas de gestão, cai para 10,3%, Na diretoria, apenas 6%. Ainda que tenha uma jornada uma igualdade de igualdade muito a evoluir, ações relevantes estão em curso em diversas empresas. Para reconhecê-las, a Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial realizada no dia 13 de maio a 1ª edição do evento Melhores Empresas em Práticas e Ações da Diversidade, com apoio da DINHEIRO. “Queremos reconhecer quem está para a transformação social”, disse Raphael Vicente, diretor-geral da Iniciativa.

Foram reconhecidas ações em oito categorias, das quais apenas uma era aberta a empresas não signatárias da Iniciativa. A Avon se destacou com o projeto Diva (Divers), criado para desenvolver um movimento + Avon desenvolver talentos negros e que deriva mais amplo, implementado em novembro de 2020 com o nome #EssaéMinhaCor. Por meio dele, um fabricante de produtos de beleza que está presente no Brasil desde 1958 ampliou seu portfólio de maquiagem para atender a todos os tons de pele da brasileira. Nas demais sete categorias, apenas uma não recebeu inscrições: Engajamento da Cadeia de Valor. Para Raphael Vicente, ainda que a agenda da ganho ganho, “a ausência de projetos que envolvam a cadeia é muito representativa e mostre que o caminho é longo”. Para Valdir Martins, diretor-executivo na Iniciativa, sem essa evolução o resultado fica limitada. “É preciso criar um ecossistema inteiro para mover o ponteiro da desigualdade social”.

O ANFITRIÃO Raphael Vicente,-geral da Iniciativa empresarial, abre o evento ressaltando a importância de um ecossistema onde a igualdade de gênero é parte da estratégia. (Crédito: Gabriel Reis)

Na categoria Acesso a Adolescentes e Jovens no Mercado de Trabalho, o reconhecimento foi para a KPMG. A consultoria se destaca com o #Impulse, programa de qualificação de estudantes negros e negras que oferece conhecimento em tecnologia, inglês e encontros presenciais para desenvolver novos talentos. A categoria segunda-feira mais cedo de Recrutamento e Seleção O Bradesco, se destacou por meio da Unibrad, sua universidade corporativa. A iniciativa oferece trilhas de conhecimento a jovens para que possam emergir na hierarquia da organização. Para Julian, diretor de Humanos da instituição, o programa alternativo Marcílio está resultando em resultados. “Hoje 40% dos nossos contratados já são negros”, afirmou. O Magazine Luiza, que de forma pioneira e dedicou 100% das vagas de seu programa Trainee do Brasil a pessoas negras, veio em seguida em número de pontos empatados com a Corteva, empresa do agronegócio.

ASCENSÃO Tão importante quanto é importante e capacitar os jovens negros é sua ascensão profissional. Como as estatísticas de cada IERI, cada 100 negros contratados, apenas seis chegam topo. É esse o quadro que a PwC Brasil quer mudar. Com 27% de pessoas negras no time e 16% em cargas de liderança, a empresa foi reconhecida por uma promoção de talentos por meio do Black as Manager (BaM). Criada em 2021, a iniciativa é o primeiro de desenvolvimento, mentoria e programas de carreira para negros e negra da empresa.

Os exemplos não pararam por aí. A Basf, com o Black Inclusion Group, foi reconhecido no que pode ser projetado como governança da equidade racial. A Saint-Gobain foi a que apresentou o melhor case de Interseccionalidade. Seu principalmente Mulheres de projeto feminino, tem foco na capacitação de mulheres, principalmente, como negras. E o farmacêutico Bristol Myers Squibb experimentou a distinção de Compra Empoderada. Para Raphael Vicente, ampliar equidade racial nesse campo é um dos grandes desafios. Exemplos divulgados que podem transformar a talidade, por meio do reconhecimento Melhores Empresas em Práticas e Ações da Diversidade, são fundamentais para avançar na luta pela igualdade.

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