“Não adianta ter medo, temos que ir para cima também”

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Em entrevista ao Blog do Noblat, Frei Chico, um dos irmãos de Lula, favorito a vencer as eleições de outubro, falou sobre aspectos diversos deste momento eleitoral, entre os quais: o risco do salto alto entre os petistas, o aconselhamento a Lula para só falar o essencial e a necessidade do enfrentamento com os bolsonaristas.

Para Frei Chico, alguns generais “maldosos” tentam descredibilizar o sistema eleitoral, atacando as urnas eletrônicas. O irmão de Lula falou ainda sobre o papel de Geraldo Alckmin na campanha e no eventual governo, as críticas de Ciro Gomes ao irmão e a chance de vitória no primeiro turno.

Abaixo, trechos da entrevista.

Conselhos ao Lula

“É preciso tomar muito cuidado com o que o Lula fala. Os adversários deformam tudo. Tem que tomar cuidado para não ofender ninguém e não falar coisas que os caras peguem e inventem histórias. Meu medo são as mentiras. Se eu pudesse aconselhar o Lula, diria o seguinte: ‘fala só o essencial, aquilo que o povo quer ouvir. Isso, isso e isso. Não adianta acusar os outros’. Eu nem sequer usaria ou citaria o nome do Bolsonaro. Vamos projetar o futuro. Tantos temas destratados por esse governo, como a questão indígena, o meio ambiente, a pobreza, a inflação, o preço da gasolina.”

Petista de salto alto

“Se fizermos a campanha sem arrogância, sem achar que já ganhou, só jogando em cima de propostas e mostrar o que está ocorrendo de fato com o país, há essa chance de ganhar logo no primeiro turno. É uma maluquice ter companheiro nosso ficar falando como se o adversário estivesse dormindo. E não está. Tem que trazer todo mundo para esse projeto. E pé no chão.”

O papel de Alckmin

“Alckmin é peça importante neste processo eleitoral. Não sei o que vai ocorrer depois. Não dá para deixar só com a esquerda, não. Nem todo mundo no Brasil é de esquerda, mas a grande maioria é democrata. Esses que temos que trazer. E o governo está jogando pesado. Lula vai respeitar a Constituição, tem esse compromisso, como sempre teve. O Alckmin terá um papel importante na articulação, em especial no meio empresarial e no setor do agronegócio. Temos que criar emprego, investir mais nas indústrias, criar polos. Outro ponto que o Alckmin pode ajudar muito é o meio ambiente, nas políticas de saneamento básico. Dinheiro é o que não falta no mundo.”

Racialização da campanha

“Alguns desses bolsonaristas são malucos. Querem prejudicar e atrapalhar. É uma irresponsabilidade. Se acham donos do poder. Deve ter ex-policiais nesse meio. Acham que podem tudo. Tem que se tomar cuidado. Mas não adianta ter medo. Se tiver confronto, vai ter. Não tem como evitar, mas não dá para facilitar. O Bolsonaro incentiva esse tipo de coisa. O povo que o cerca joga pesado. Joga medo e terror na população. Não adiante ter medo, temos que ir para cima também. Precisamos garantir as eleições e a posse do eleito, mas, para isso, tem que ter o povo na rua.”

Generais e as urnas

“Um general, que é a figura máxima na hierarquia militar, é uma figura inteligente. Era o que achávamos, mas não é o que estamos vendo. Alguns deles são maldosos. Tentam desmoralizar a urna eletrônica. Um absurdo. Não tem prova nenhuma. E o próprio meio político foi deixando isso acontecer, mas parece que agora está reagindo. Eles são valentes até que a lei seja aplicada.”

Sobre Ciro Gomes

“Me dá um dó. É um baita quadro político, mas se deixou levar pela vaidade. Sei lá eu o que machucou ele. Não é possível falar o que está falando. Está atacando o Lula de um monte de coisas. Está sujeito a ficar sem voto nenhum. Tentou ser uma alternativa, mas não conseguiu porque o mundo está polarizado.”

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