Inflação oficial deve atingir 7,9% em 2022 e 4% em 2023, estima IFI

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A taxa de inflação medida pelo IPCA deve atingir 7,9% em 2022 e 4,0% em 2023. A projeção é da IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão ligado ao Senado Federal, e foi anunciada nesta quarta-feira (18) em seu relatório mensal de acompanhamento fiscal.

Os números configuram uma revisão de 2,5 e 0,8 pontos percentuais em relação ao cenário divulgado pela IFI em dezembro. A instituição também espera que a taxa básica de juros, a Selic, encerre 2022 em 13,25% ao ano, diminuindo para 9,5% em 2023.

Em relatório, a IFI afirma que, “desde a última revisão do cenário econômico, promovida em dezembro de 2021, o ambiente externo piorou bastante com invasão da Ucrânia”. O órgão disse ainda que “as pressões inflacionárias no Brasil, que já vinham se acumulando antes da guerra com os desequilíbrios gerados pela pandemia, agora aumentaram”.

Em relação ao PIB, a projeção para este ano é de crescimento de 1,0%, motivado pela melhora da atividade econômica e pelo efeito positivo das liberações de recursos do FGTS sobre o consumo das famílias no segundo trimestre. Em dezembro, a IFI previa crescimento de 0,5% para o país em 2022.

Para 2023, houve uma redução da projeção do PIB de 2,0% para 1,0%, influenciada por uma política monetária mais restritiva sobre o desempenho da demanda interna.

“A IFI estima que, em um cenário pessimista, em que haja agravamento dos conflitos na Ucrânia e uma desaceleração mais aguda da economia chinesa sobre as exportações, o que aumentaria os riscos fiscais no âmbito doméstico, o valor do dólar poderia chegar a R$ 5,57 no fim de 2022, e o crescimento médio do PIB de 2024 a 2031 seria de 1,3% ao ano. Já a taxa real de juros ficaria em um patamar mais elevado, de cerca de 5,3% ao ano”, escreveu a instituição.

“No cenário otimista, uma travessia pacífica pelo ano eleitoral e a dissipação dos choques causados pela pandemia e pela guerra na Ucrânia sobre os preços de matérias-primas abririam espaço para maior crescimento econômico e redução mais rápida da taxa de desemprego, além de reduzir as pressões inflacionárias”, completou.

Nesse ambiente, a taxa de câmbio alcançaria R$ 4,70 até o fim de 2022, segundo as novas projeções da IFI. Entre 2024 e 2031, a taxa média de crescimento do PIB seria de 3,2% e a taxa real de juros caminharia para um patamar de 2,9% ao ano.

Quadro fiscal

No quadro fiscal, a IFI afirmou em relatório que as mudanças no recolhimento de tributos anunciadas recentemente pelo governo trarão impacto negativo para a arrecadação no curto prazo.

O corte do PIS/COFINS sobre os combustíveis, por exemplo, segundo a IFI, impactará a arrecadação de R$ 17,6 bilhões entre março e dezembro deste ano. Já a redução de 35% nas alíquotas do IPI implicará uma perda de recolhimento de R$ 7,6 bilhões para a União e de R$ 11,1 bilhões para estados e municípios em 2022.

“A IFI também considerou, no cenário pessimista, a atualização das faixas de recolhimento do Imposto de Renda para pessoa física. Os cálculos se basearam na Nota Técnica no 49 da Instituição. A perda de arrecadação para a União poderia chegar a R$ 8,6 bilhões ainda neste ano. Em 2031, a perda de receita poderia chegar a R$ 30,4 bilhões. Já estados e municípios perderiam R$ 4,6 bilhões em 2022 e R$ 16 bilhões daqui a dez anos”, avalia a instituição.

Sobre a despesa primária do governo, a IFI acredita que ela deverá chegar a R$ 1.764,5 bilhão ou 18,2% do PIB em 2022. O recuo frente aos 18,6% do PIB alcançados em 2021, diz o órgão, decorre do aumento esperado para o PIB nominal acima do aumento projetado para as despesas.

Na comparação com o cenário de dezembro, a nova projeção de despesas para 2022 indica crescimento nominal de 1,8% e uma queda de 0,2 p.p. em razão do PIB. “Ou seja, o gasto previsto aumentou, mas a evolução do PIB nominal foi ainda maior, provocando o recuo da despesa em percentual do Produto”, explica.

Os cenários da IFI também consideram o reajuste salarial de 5% aos servidores federais a partir de julho de 2022 e a manutenção do gasto com o programa Auxílio Brasil de 2023 em diante.

Com a melhora das estimativas de arrecadação, nova projeção para o deficit primário do governo central em 2022 é de R$ 19,2 bilhões ou 0,2% do PIB. O deficit é levemente menor do que os R$ 33,7 bilhões de 2021. A expectativa atual do governo é um deficit primário de R$ 65,2 bilhões.

As novas projeções da IFI sobre a dívida bruta indicam que ela deve fechar 2022 em 78,9% do PIB, motivada pela expectativa de maior superávit primário no setor público puxado pela arrecadação dos governos regionais.

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