Finlândia e Suécia formalizam pedidos de adesão à Otan

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O secretário-geral da Organização do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, informou que a Suécia pediram oficialmente para ingressar na aliança. A medida, comunicada nesta quarta-feira (18/5), havia sido anunciada durante a semana e é consequência da invasão russa na Ucrânia.

Autoridades de países nórdicos participarão de cerimônia na sede da O, Bruxelas, na Bélgica, nesta quarta. A Turquia, um dos membros da Otan, ameaça bloquear a entrada da Finlândia e da Suécia na organização.

“O pedido de adesão que vocês propõem é um passo histórico”, disse Stoltenberg ao receber a demanda formal de adesão. O gesto dá início a um complexo processo de aprovação. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse, na segunda-feira (16/5), que sua nação não vai aprovar a entrada dos países nórdicos na organização.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, por sua vez, pontuou que a expansão militar na Finlândia e na Suécia vai reação do seu país.

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A Otan é uma organização militar liderada pelos Estados Unidos e tem a Turquia entre seus membros. Para que a Finlândia e a Suécia realmente integrem uma entidade, além de um processo longo de adesão, é necessário que haja apoio dos 30 países integrantes.

Mas por que a associação é contra a adesão?

Erdogan alega que a Suécia e a Finlândia eram “o lar das organizações terroristas”, referindo-se principalmente a militante do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, conhecido como PKK.

O PKK é um grupo guerrilheiro curdo, que por décadas combateu uma insurgência separatista em partes da Turquia. O grupo foi designado pelos Estados Unidos como uma organização terrorista em 1997.

A Turquia assinala que deseja que os países nórdicos interrompam o apoio aos militantes curdos em seu território e suspendam as proibições de venda de algumas armas.

Otimismo

A reação da Turquia não foi vista com surpresa. Isso, anteriormente, o líder da nação não ficou satisfeito com a iniciativa dos países.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, revelou, neste domingo (15/5), que estava confiante de que o grupo poderia “absorver as preocupações” da Turquia e seguir com a adesão dos nórdicos.

“Estou muito confiante de que chegaremos a um consenso sobre isso”, disse Blinken em entrevista coletiva, acrescentando que a Otan é “um lugar para o diálogo”.

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