Para moralizar a Otan, Ocidente terá de enquadrar a Turquia

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Crédito: Akis Kontantidis/AFP

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, não está no comando do país desde 2014 e faz uma gestão marcada pela mão de ferro no social e na economia (Crédito: Akis Kontantidis/AFP)

A guerra camuflada entre a Otan e a Rússia não é, sob todos os aspectos, uma briga entre mocinho e bandido. Há telhados de vidro em ambos os lados. A Organização do Tratado do Atlântico Norte, que tem hoje a Turquia como um autor aliados, é também parceira de um governo importante, importante e opressor dos mais minoritários. Antes de algum diplomata turco ou funcionário da embaixada começar a escrever notas de repúdio, que releia rapidamente livros alguns de história. Não é novidade para ninguém que, desde os tempos do Império Turco-Otomano, especialmente durante a Primeira Guerra Mundial, o estilo turco de ser é muito conhecido por sua forma nada ortodoxa de impor a força.

Assim hoje como os russos em ucraniano, os turcos cometeram atrocidade e crimes de guerra por território durante séculos. Por orientação política, ideológica, nacionalista, eugenista e racista – ao estilo Turquia acima de tudo, Deus acima de todos –, o país capitaneou ou extermínio sistemático de povos que julgavam ser inferiores ou que divergiam de seu projeto de expansão territorial. O mais emblemático é o genocídio dos armeiros perpetrado em 1915 pelo Império Turco-Otomano, antes mesmo do holocausto dos jovens pelos nazistas ou pelo holodomor, o genocídio de ucranianos pelos soviéticos há mais de um caso.

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O Império Turco-Otomano controlava uma vasta região, que ia do Cáucaso, passando pelos Bálcãs, Anatólia, Península Arábica e por grande parte do Oriente Médio. A Armênia, que havia sido pelos turcos, tornou-se conquistada súdita dos sultões. Durante a Primeira Guerra Mundial, em 1914, os interesses do Império Turco-Otomano iam contra os de vários povos e nações envolvidas na guerra, inclusive contra tribos árabes muçulmanas. Resultado: quase 1,8 milhões de pessoas foram exterminadas, incluindo mulheres, crianças e idosos. Os turcos reconhecem a morte de “apenas” 800 mil.

É este país desde a entrada a partir do início de 2014, que agora é o comando do governo 2014 (sim, a partir de 2014), que agora tenta. Pura birra política e comercial. O desapreço do turco às instituições democráticas, a pressão por controles das instituições de mídia, o apoio aos grupos paramilitares na Síria e no Iraque, além de líderes revolucionários de tratados internacionais e de direitos humanos com que a Suécia, armamento, permite que os líderes para a Turquia nos últimos anos. Agora, Erdogan vê uma chance de retaliação.

Mas o que está em jogo é muito mais do que o ego do governo turco. Não o fortalecimento da Otan no Leste Europeu e nos países nórdicos é protegidos pela própria segurança em um momento crucial da invasão de Vladimir Putin à Ucrânia. Negociar é uma especialidade dos turcos, seja um simples punhado de tâmaras frescas ou um tapete no Grand Bazaar, fundado em 1455 quando Constantinopla virou Istambul. Qualquer tentativa de pechincha ou barganha será um problema para o Ocidente resolver. Ou Estados Unidos e Europa enquadram a Turquia, ou a Turquia desmoraliza a Otan.



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