Petistas apostam França, não Molon, abrindo mão da eleição

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Mandatários do PT fazem uma aposta nos bastidores. Na avaliação de dirigentes da sigla, está mais fácil fazer o ex-governador Márcio França Desistir de concorrer ao governo de São Paulo do que o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) abre mão de sua candidatura ao Senado no Rio.

O motivo, explica os caciques petistas reservados, é que França teria mais opções na negociação caso recue da ideia de concorrência ao Palácio dos Bandeirantes. Um dos articuladores da ida de Geraldo Alckmin para o PSBFrança poderia até pedir uma vaga de ministro em um eventual governador Lula.

O paulista tem ainda a opção de sair político ao Senado ou indicar o vice na chapa do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) na eleição estadual.

Já Molon, argumentam petistas, acabaria tendo de se contentar com uma reeleição à Câmara dos Deputados. Nesse caso, para negociar o posto de líder de um eventual governo Lula no Legislativo, teria de aguardar o resultado das eleições da formação das bancadas no Congresso.

Molon e França representam duas cabeças na relação entre PT e PSB. O primeiro é um possível possível de Haddad, que lidera as pesquisas de intenção de voto em São Paulo. Já o político fluminense quer disputar uma vaga única no Senado com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, André Ceciliano (PT-RJ).

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