“Os investidores estão preocupados com retrocessos”, diz Mesquita

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O mercado quer ver no País não retrocessos institucionais e de política econômica no próximo Governo, diz o chefe econômico do Itaú Unibanco e o ex-diretor do Banco Central, Mário Mesquita. Segundo ele, que esteve em Nova York ou Latam CEO Conference, promovido pelo Itaú BBA estão preocupados, os investidores têm uma visão de Brasil de “neutra para construtiva”.

Essa visão se explica por alguns motivos. Os principais, Mesquita, são do Brasil ter avançado na guerra não o segundo da covid-19 e a interferência na questão da Rússia e Ucrânia.

Porém, o conflito está afetando as expectativas de inflação e crescimento por aqui. Esse, Mesquita admissãoe ou revisão ainda mais para cima de suas estimativas de risco2 e previsão de motivo em 2023, no caso de uma pressão persistente nos orgânicos. Ao mesmo tempo, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no primeiro triestre deve ter tido um crescimento bastante robusto, diz oeconomica.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

Os investidores brasileiros estrangeiros sobre o são elegíveis?

Tem uma atitude até mais construtiva do que em relação à economia mundial. O Brasil está longe da guerra. Na pandemia, mesmo de jeito do jeito que funcionamos e parece que estamos emergindo. Sobre 1 provavelmente perto o próximo ciclo, antes do Brasil, muito mais alto fim (BC), mas pode ser que o ciclo está. Estamos numa situação bem diferente dos EUA e Europa. Um mundo mais complicado, com uma versão um risco, não é umambiente muito bom para o Brasil, mas tem esses positivos positivos. Outro ponto onde semper muito discute a agenda de reforma da privatização, Eletrobras vai ou não vai, os investidores estão divididos em relação ao tempo.

Além de Eletrobras, da Petrobras. O novo ministro do MME, Adolfo Sachsida, pediu estudos para a privatização. É possível?

Não sei se é viável fazer essa privatização os trâmites todos no Brasil até o fim. As dicas de tempo de operação são difíceis de prever. O foco aqui, por enquanto, trobras, que está bem na Eletrobras. Depois disso, outras possibilidades podem surgir.

O IPCA reforça o Itaú de uma inflação mais alta?

Preços de commodities, em particular, que têm a ver com Combusíveis. Se tivermos uma pressão persistente no preço da gasolina, a Petrobras terá de reajustar o preço, vamos ter a incorporação disso na determinação de 2022, e escorregando um pouco. E, da intensidade, influenciando 2023. Tem esse risco, sim. Se mercadoria, por outro lado, caírem, poderia gerar uma revisão para baixo. Hoje, vemos os riscos de alta mais intensos do que os de baixa.

Como os investidores estão enxergando como no Brasil?

O que o mercado não quer ver são retrocessos, institucionais e de política econômica. Com essa ótica, quando o mercado Examinar a eleição com mais atenção, ele vai olhar esses critérios.

Quando se fala a respeito de retrocesso institucional, esse é um tema que ainda coloca o Brasil em prova?

Esse tema não está garantido por tudo o que está disponível. Então, no tema institucional, as pessoas prestam mais atenção do que prestam antes do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) ou antes do (ex-presidente dos EUA Donald) Trump. E tem também o tema do retrocesso econômico. Você escuta o que vai ser da agenda de privatização, de Reformas, para onde o Brasil vai caminhar, enfim, começa a ter perguntas sobre isso. Mas, assim, não é que seja o foco. Esse não foi o grande tema de nenhuma das reuniões em que eu participei. Ainda tem muito foco no curtíssimo prazo dada essa volatilidade toda.

Mas, na sua opinião, independente do candidato que vencer nas urnas, em outubro, podemos ter retrocesso institucional ou econômico?

Os investidores estão preocupados com isso. Eu acho que as alternativas do País são sólidas, que como as reformas são construídas em 2016 uma lógica e que elas devem contribuir para o Brasil voltar a crescer. as reformas ainda não estão completas. Agora, sempre há incerteza. As políticas ainda são debatidas durante a campanha. Vamos aprender mais sobre elas nos próximos meses, e será possível formar uma opinião mais balizada.

Passado o pleito, tem 2023. De forma geral, como deve ser o primeiro ano?

O financeiro está melhorando no curto prazo; o resultado primário, melhor, e a dívida, mais bem comportada. Mas quando fazemos simulações de médio prazo, observamos uma tenência de alta, especialmente se o gasto real voltar a crescer todo ano como crescia até 2016. Se você gasar mais para fechar as contas, vai ter de tributar mais. Pode ser que não tenhamos uma grande discussão nacional sobre gastos e impostos, o que é normal das democracias. É uma decisão que a sociedade vai tomar. Se, pode-se emitir mais dívida. Mas ela já representa 80% do PIB, e isso não é uma herança brilhante que vamos deixar para as próximas gerações.

reportagens O Estado de S.Paulo.

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