No DF e na Noruega, Brasil protegido suas sementes do fim do mundo

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Agricultores tradicionais da região da Chapada dos Veadeiros, em Goiásque começou a ser cultivado, no início dos anos 2000, para muitos técnicas ancestrais, se depararam com um dilema plantado bem adaptado ao cerrado de Trigo Veadeiro, cujo cultivo começou nos anos 170, parecendo extinta após a substituição por variedades comerciais.

Essa história, porém, teve um final feliz, porque havia uma amostra de sementes bem guardadas em “umcofre” gelado da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Brasília. Hoje, a espécie foi reintroduzido em fazendas de algumas cidades, como Alto Paraísoe voltou a fazer parte do cotidiano econômico e alimentar do local.

Guerras, catástrofes climáticas ou mesmo a passagem cotidiana do tempo podem colocar em risco a segurança alimentar de populações inteiras. A fim de proteger o presente e o futuro da agricultura, os países costumam guardar em seguros o material genético das plantas usadas na alimentação de seu povo, tanto para pesquisa quanto para garantir a reposição em caso de emergência.

Esses seguros são os bancos de germes (ou de distribuidores locais), que abastecem as entidades públicas e privadas para nossas comidas continuam existindo.

Só a Embra pesquisas 165 bancos de plantas de manutenção no país, e universidades, entidades estaduais de agricultura agropecuária e plantas agrícolas se unem ao esforço de proteger a história de nossas plantas agrícolas.

Esses bancos servem ao uso cotidiano e repõem sementes para o agronegócio e para comunidades tradicionais semper que necessário, mas há um banco da Embrapa em Brasília, no Centro Nacional de Recursos Genéticos (Cenargen), que guarda essas técnicas que garantem a viabilidade com uma série de técnicas.

No local, no fim da Asa Norte, há 120 mil amostras de mil espécies do mundo inteiro (mas cultivadas no Brasil) lacradas em saquinhos que ficam em câmaras em que a temperatura é mantida a -18ºC, e a umidade não passa dos 10%.

“Essas sementes são representantes da variabilidade genética das espécies, essas são como funções de genes para trabalhar com espécies. A gente pode, por exemplo, adaptar-se como plantas às mudanças climáticas e novas doenças que podem surgir ou chegar a outros países. São genes à disposição dos programas de pesquisas, e para garantir a melhoria dos recursos quando desaparecerem daqui, algo que já aconteceu e pode acontecer no futuro”, explica a pesquisadora Aluana Gonçalves de Abreu, supervisora ​​de Curado Vegetal da Embrapa Genéticos e Biotecnologia.

O Cofre do Fim do Mundo

As sementes mais significativas dessa importante coleção são “depositadas” pelo Brasil em outro banco de sementes, a mais de 11 mil km de Brasília. É o Cofre Global de Sementes de Svalbardque foi escavado dentro de uma montanha de rocha maciça e ataques locais mais remotos e projetados para resistir a furacões terremotos e ataques até com armas venenosas.

Além da proteção protegida pela região, e da distância do local para qualquer outra região habitada, o Cofre do Fim do Mundo contém camadas naturais de segurança. Acima da rocha maciça, o solo fica congelado, o chamado permafrost. E, no gelo arquipélago, não é “guardado” que oferece soluções de urso polar e são agressivos agressivos

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Essa espécie de Arca de Noé vegetal guarda, em máxima, 1,1 milhão de amostras selecionadas de sementes de 5,4 mil espécies vegetais, por mais de mais de 80 países desde 2008, quando essa ambiciosa iniciativa internacional foi lançada.

A iniciativa foi uma parceria da Noruega (que administra o arquipélago de Svalbald) com uma organização financeira por governos de países ricos por instituições filantrópicas, como a Fundação Bill & Melinda Gates.

O Brasil manda amostra para o local desde 2012 e prepara nova remessa para este ano. Já são cerca de 5 mil amostras brasileiras guardadas no banco de sementes mais seguras do planeta.

“A primeira remessa, de 2012, tinha sementes de mais de mil espécies de arroz, feijão e milho, que, embora não sejam nativas do Brasil, são centrais na nossa alimentação”, conta a pesquisadora da Embrapa Rosa Lia Barbieri, que faz parte do conselho de administração do Cofre do Fim do mundo e foi a única brasileira colocar os pés no local até hoje.

“Depois, em 2020, enviamos mais milho e arroz, além de hortaliças, mas eram outras espécies, as chamadas crioulas, que não são as de uso comercial em larga escala, mas guardam a memória genética do que plantávamos antes das novas variedades”, completa Rosa Lia.

A escolha de escolha das amostras que já está preparada em Brasília para o próximo embarque para uma origem legitimamente nacional. “Vamos levar sementes de caju, que é uma planta local, domesticada pelos povos originários antes da chegada dos portugueses; maracujás silvestres e forrageiras, que muita gente chama de pasto. Elas não são usadas diretamente na nossa alimentação, mas alimentam o nosso gado”, explica a pesquisadora da Embrapa.

Veja Rosa Lia falando mais ao Metrópoles sobre o Cofre do Fim do mundo e a participação do Brasil na iniciativa:

A Salvação das Lavouras

As sementes guardadas Svalbald são espécies de cópias de segurança de materiais selecionados países que fazem os depósitos. São sementes “repetidas”, para serem retiradas em caso de emergência. E a única emergência a motivar uma retirada, até hoje, foi a destruição do banco de sementes de Aleppo, na Síria, como consequência da guerra civil que o país.

“A Síria era uma das sedes de um instituto internacional de agropecuária para zonas desérticas chamado Icarda, que tem bases ainda no Marrocos e no Líbano. Quando o material de Síria foi modificado, os que foram reservados para os outros países, mas o seu material de trabalho foi definido como itens de pesquisa. Eles pediram que eles fossem retirados, em 2 , em 15, replantados em locais preservados e pediram então que fossem retirados 15, para serem preservados Rosa Lia.

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O milho perdido do povo indígena Krahô

A versão brasileira do Cofre do Fim do Mundo também tem histórias desse tipo para contar. Além de salvar o Trigo Veadeiro, as sementes guardadas em Brasília ajudam o povo indígena Krahô (pronúncia é craô), que vive no nordeste do Tocantins, a recuperar parte de sua cultura tradicional.

Intensamente assediados brancos desde o primeiro contato, há mais de 200 anos, os Krahô foram levados, nos anos 1980, a abandonar seus cultivos tradicionais de milho para tentar maior produtividade com espécies comerciais. Mas o plano não vendido, os indígenas não conhecidos e usados ​​às técnicas por eles vendidos, como as comunidades vendidas agrinegócios algum.

“Mas indígenas mais velhos lembravam que a Embrapa coletado sementes crioulas na década de 1970 e chegaram nos procurar. As instalações estão aqui, e ajudar-los a reintroduzir essas variedades tradicionais“, conta, com orgulho, o analista da Embrapa Cássio Curi, que trabalha no setor que prepara as sementes para serem guardadas por tempo indeterminado nas câmaras frias.

Saiba mais sobre a conservação de sementes na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia vendo a entrevista do Metrópoles com a pesquisadora Aluana Gonçalves de Abreu, supervisora ​​de Curadorias de Germoplasma Vegetal:

As plantas testadas da 19. crioulas acabassem desaparecendo para sempre.

Décadas depois, o trabalho de coleta continua sendo feito, mas hoje os bancos de sementes também devolvem à sociedade, sempre que necessário, os tesouros que guardam.

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