Galerias de arte operam em blockchain para exibir NFTs e registrar histórico de vendas

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O blockchain entrou no radar dos donos de galerias de arte. Eles estão usando a tecnologia descentralizada para e vender artes digitais, conhecida como NFTs (tokens não-fungíveis).

O CNN Brasil Negócios conversou com três companhias companhias no metaverso artístico para entender como funciona esse novo modelo de negócios.

Como afirmaram a vantagem em relação às galerias presenciais é que as obras podem ser comercializadas em qualquer parte do mundo e em qualquer momento.

“Um espaço físico não conseguiria suprir essa lógica de maneira eficiente”, afirma Mauricio Hartman, fundador da Meta Art City, uma galeria que possibilita o artista configurar o espaço virtual como preferir.

Outros benefícios que o acervo é totalmente digital, e o histórico de venda das obras.

As companhias iniciais informaram que o investimento para começarem o projeto de uma galeria de arte digital é de R$ 100 mil a R$ 550 mil.

Por outro lado, a dificuldades do setor é que as obras virtuais são negociadas em criptomoedas. Ou seja, quando a cotação de uma moeda digital cai, o preço de NFT tende a tombar também.

Na última quarta-feira (11), por exemplo, o bitcoin atingiu o menor nível em 17 meses, quando atingiu US$ 29.367. Assim, no mesmo período, uma arte digital últimareada pela cripto pode ter valorizado na mesma magnitude. A entrega desse mercado, que deve produzir uma intenção criativa ou produtiva das obras, com que o preço foi executado, segundo Thiago, responsável pela direção Studio.

O CEO da Origins, Diego Mathias, citou ainda como dificuldade o trabalho de reunir dados, organizar e transformar todos esses objetos físicos em códigos digitais.

Cada artista decidir onde quer transformar as obras em arte digital podem para depois expôr. O custo no desenvolvimento de uma coleção no blockchain da rede ethereum, por exemplo, gira em torno de R$ 100 mil.

Mas também é possível tokenizar um único item por meio de plataformas de marketplace, como OpenSea.

Conheça abaixo três galerias de arte que operam no metaverso:

Os dois braços

A Origins é uma galeria que opera tanto no metaverso quanto no mundo físico. O CEO da companhia diz que o objetivo é ter ambos os espaços conectados.

“É ver um quadro físico e mergulhar, em toda sua história de maneira rápida e com usabilidade excelente. Ao mesmo tempo, veja uma obra digital que tenha elementos do mundo físico, é importante acessar [digitalmente] a história por trás para compreender a obra por completo”.

Eles também pretendem operar como um protocolo descentralizado para registro e validação de obras de arte.

A Origins fatura cerca de US$ 60 mil por mês. A companhia cobra uma taxa de 20% quando são vendidos quadros físicos e 10% quando NFT.

A expectativa do primeiro ano do CEO é, após a nova versão, faturar$ 5 milhões no, US$ 40 milhões, no segundo US$ 55 milhões, no terceiro ano e mais de US$ 100 milhões no quarto ano.

Gestão do espaço

A Meta Art City, que começou suas operações em cerca de um mês, é focada apenas no universo digital. A companhia possibilita que os artistas constroem instalações na exposição virtual, como uma galeria customizada.

Para os artistas, o investimento pode ser de R$ 20 mil para escolher a configuração da ‘estrutura já pronta e o espaço pela empresa) ou no mínimo R$ 50 mil para criar a estrutura que direciona.

As obras podem custar US$ 20 até milhares de dólares, o fundador da Meta Art City. “Depende da coleção”.

A empresa vende cerca de 200 obras por mês e, atualmente, estão com uma coleção única. O lucro da companhia é cobrando uma taxa de 50% em cima de cada obra comercializada.

Hartman informou que será lançado em 28 de maio uma segunda versão da Meta Art City, em que será possível ter mais de 10 galerias virtuais. “E, em seguida, [o planejado] é uma terceira versão que conseguiremos ter eventos, exposições de arte, música, cultura e um museu de NFTs com pegada social”.

Na segunda versão, a galeria contará com artistas da Inglaterra, Uruguai e Argentina.

Gratuidade até US$ 90 milhões

A Yaak Studio começou como operações no final de 2021. Desde então, teve cerca de 5.000 compradores, com um ingresso médio de R$ 1.200. Existem obras do portfólio da galeria que variam entre R$ 500 e R$ 60 mil.

Thiago Gouvêa, responsável pela direção criativa do Yaak Studio, diz que “o mundo dos NFTs tem arte para todos os orçamentos”. A obra ‘ Merge’, do artista, por exemplo, desenhada, The US$ 90 milhões, na galeria. Por outro lado, também existem alguns projetos artísticos que distribuem tokens de forma gratuita.

Yaak Studio cobra uma empresa entre A 5% e 30% na venda, o que vai variar é se o utiliza uma tecnologia própria ou da empresa. A expectativa de faturamento é de R$ 2 milhões no próximo semestre e R$ 6 em 2023.

Gouvêa afirmou também que pretende cada vez mais ampliar as operações da Yaak Studio via blokchain, buscando trazer mais artistas e fechar parcerias com diversas marcas. Para tanto, ele será necessário um investimento de menos R$ milhões.

“Se comparado com questões teóricas, apesar da vantagem de não ter custos relacionados à logística de obras de arte, uma galeria no metaverso tem uma estrutura própria. Por isso, também necessita de um terreno, de um construtor, de um acervo e curadoria”, disse Gouvêa. “A diferença é que estas tarefas são oferecidas por um tempo de tecnologia”.

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