Pandemia faz população em situação de rua quadruplicar no DF

A vulnerabilidade da população do Distrito Federal quase quadruplicou entre os anos de 2019 e 2021, período da pandemia de Covid-19. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), em 2019, 593 pessoas declararam que viviam em situação de rua. Em 2020, esse número subiu para 2.069. Já em 2021, 2.391 informou à pasta estar nestas condições. Neste ano, segundo dados compilados até maio, há 2.130 moradores de rua na capital federal.

“Estou buscando emprego”, disse uma dessas pessoas, entrevistada pelo Metrópoles na manhã desta quarta-feira, no Setor Comercial Sul (SCS). Sara Silva*, 55 anos, nasceu em Viçosa () e veio para Brasília em MG1984, onde na época de empregada doméstica até 2004. a viver pelas ruas em estados diferentes.

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Nas ruas, já foram denunciados e roubados. Em 2021, ela regressou para o DF e desde então tenta novas oportunidades de emprego, mas só tem recebido mensagens. “É muito difícil. Muito mesmo”, lamentou.

Sara diz que as portas fechadas são reflexos da discriminação, aparência que sustenta. “As pessoas se preocupam com as mãos, os pés e as roupas sujas. Nada disso importa. O que importa é o coração limpo. Eu sou muito trabalhadeira, mesmo sendo magrinha”, sorri.

Só anotar

Sara conta que chegou a ser entrevistada pelas equipes de acolhimento do Governo do Distrito Federal (GDF). “Mas só anotaram meus dados. Só isso”, lamentou. A mulher não aceita ir para os abrigos, pois considera “lá muito perigoso”. “Eles põem quem querem lá. Levam gente perigosa. Fica tudo misturado. Não gosto de procurar o abrigo”, explicou.

O Instituto No Setor acompanha e oferece suporte para a população em situação de rua, principalmente no SCS. Segundo o psicólogo Diego Rodrigues, voluntário na ONG, existe um aumento evidente do grupo de pessoas carentes. “É uma realidade de extrema vulnerabilidade. E há muitas dificuldades para essas pessoas têm acesso a direitos fundamentais”, alertou.

Segundo Rodrigues, alguém em situação de rua enfrenta uma quantidade muito maior de obstáculos, como serviços públicos de saúde e segurança, que o restante da população.

Sem voz

Para Rodrigues, como políticas de perda de vista do objetivo principal que é o resgate da cidadania dessas pessoas. “Não há como ter uma transformação dessa realidade que não passa por uma ação responsável pelo Estado, em que se entende a complexidade da situação. Não é chegar dando uma comida ou muda de roupa”, um prato e comida.

O primeiro passo, defender o, é o descarte da lógica ativista de que pessoa em situação de rua é uma pobre vítima inocente ou que merece passar esse drama. A realidade é muito mais complexa. “Essas pessoas sofrimento sofrimento por situações de muito,,,. É preciso reestabelecer as condições para que elas possam morar em uma casa, ter hora”, contorno.

Acolhimento

Segundo a Sedes, as equipes sociais responsáveis, programas e programas semper apresentam os serviços sociais do governo. Também suporta o acolhimento institucional. A pasta tem de 19 Casas de Acolhimento, bem como todas as faixas etárias, inclusive para famílias. Como unidades de acolhimento institucional ofertam cinco refeições por dia aos acolhidos.

Além do serviço-abordagem e dois restaurantes POP, os 14 comunitários da cidade fornecimentos, de segunda a sábado, das 14h às 14h, ao custo de R$ 1.

A Sedes não retira compulsoriamente pessoas em situação de rua. Realiza espaços públicos da rua para atendimento nas políticas públicas. Os telefones de contato são (61) 3773-7566 ou 3773-7567.

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