Após xingar dono de “macaco”, mulher de loja chamou cliente de “gorda”

A mulher flagrada desferindo ofensas racistas contra o segundo empresário de uma loja de açaí, em Taguatinga Norte, na última-feira (9/5), também atacou verbalmente outra consumidora que estava no local quando ocorria a injúria racial. Paulo Vitor Silva Figo Figo, de 22 anos, gravou as falas da cliente e se prepara para preparar o pedido dela.

Desde que a franquia do O Melhor Açaí foi inaugurada na região, há cerca de um ano e meio, o dono do estabelecimento nunca ter passado por uma situação como essa. “Macaco, idiota, palhaço, ridículo, ET, inútil, pateta” foram alguns dos xingamentos que a mulher proferiu contra o rapaz, após ele alegar que não seria possível retirar a banana do açaí, como ela havia solicitado.

“Depois, ainda, nossa e chegou o que chegou ao cliente. Aí, ela começou a amada verbalmente essa, a febre de gorda e a agredida. Isso uma vez começou a 20h e ela lá 20h me xingando ficou mais forte, ou até 30o empresário.

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De acordo com Paulo, a mulher “tem o histórico de ser alguém que causa muitos problemas” no comércio onde fica sua loja. “Ela já havia comprado açaí conosco outras vezes, sempre de um jeito grosseiro, mas nunca ofendeu como desta última vez”, conta Paulo.

Segundo o dono da loja, a mulher passou cerca de 30 minutos na porta do estabelecimento xingando ele após não aceitar que o açaí seria feito com banana. Depois das ofensas, ela ainda ordena o rapaz que prepara o açaí, pois estava “na cidade dela”. “Na hora, eu estava bem tranquilo, não fui grosseiro e nem agressivo. O momento único em que fiquei mais sério foi quando falei que não serviria ela”, relembra.

Veja a gravação feita pelo empresário:

https://www.youtube.com/watch?v=pOMW1bgNMaA

“Ela me viu bater para banana no açaí queria e falou que não com banana. Eu explico que a nossa receita é fechada já, que é o açaí, banana e xarope”, contorna. “Ela não quis aceitar, não queria que eu batesse com banana, porque ela estava estava. Eu falei: ‘Moça, não tem como, minha receita é essa’. Aí ela falou: ‘Então vamos resolver na delegacia’. Pensou que ela iria chamar o Procon, algo assim, mas ela começou a me xingar, atacar: ‘Macaco, preto’”, completou.

Apesar de ainda não ter registrado o boletim de ocorrência, Paulo detalhou que a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual (Decrin) tomou conhecimento da gravação e entrou em contato com ele para que o caso seja investigado.

“O pessoal que mora aqui e frequenta o açaí comoveu-se com a situação. Recebi muitas mensagens de apoio de amigos e conhecidos”, disse o comerciante.

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