O delírio e a diversão com Nicolas Cage em O Peso do Talento

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Quem se acostumou a ver Nicolas Cage num alto nível de canastrice em filmes como Jiu-Jitsu, Na Rota do Tráfico ou Instinto Predador – só pra citar alguns – não deve imaginar que ele é um ator ótimo. E que fez filmes que marcaram época. Eu falo dos tempos de Con-Air, A Outra Face, A Rocha. Isso sem contar filmes lindos como Feitiço da Lua, Atraídos pelo Destino (alguém lembra? Adoro!) ou Peggy Sue – Seu Passado a Espera. A gente consegue ter um vislumbre desse Nicolas Cage em O Peso do Talento, que estreia nessa quinta nos cinemas. Divertido, inesperado e muito bom, o filme mistura homenagem e bom humor numa fórmula altamente eficiente.

O filme transforma Nicolas Cage no astro de cinema Nick Cage. Criativamente insatisfeito, e a versão fictícia de Cage passa por um momento difícil. Tanto na carreira quanto na relação com sua filha. Para tentar resolver as coisas, ele aceita a oferta de 1 milhão de dólares para marcar presença na festa de aniversário de um fã. Este é o muito fanático, apaixonado e perigoso Javi (Pedro Pascal). Só que as coisas tomarão um rumo inesperado quando Cage for recrutado por um agente da CIA (Tiffany Haddish). Ele tem então que viver de acordo com sua própria lenda. E usar os ensinamentos dos seus personagens para salvar a si mesmo e aos que ama.

O que acha do filme?

É óbvio que o diretor e roteirista Tom Gormican é fã confesso de Cage. Mas, o mais importante é que ele também sabe o carinho e a conexão que os fãs têm com o ator. E com isso, fez um filme apaixonado, que ri das referências junto com Cage e com a audiência. E com isso faz uma experiência de metalinguagem com resultados sensacionais. Já desde a primeira cena, com referências a Con Ar, e Como eu vivo, o filme já conquista.

Aliás, há diversas referências aos mais diversos de cage, que se ajustam filmes à história. Desde a cena da piscina de Despedida em Las Vegas comi Croods 2. Ou seja, há um Nicolas Cage para cada faixa etária de fã. O filme ainda cria um alter ego mais jovem, Little Nicky, feito por uma equipe de efeitos especiais que rejuvenesceu o ator. É bem datado da época de O Beijo do Vampiro (1988). Nicky funciona como a consciência que relembra o ator que ele é uma estrela. As cenas entre os dois são ótimas!

Nicolas Cage e os outros

Nicolas Cage é o ponto central e astro da história, mas tem participações excelentes. Começando por Pedro Pascal, que faz o grande fã Javi. Ele se deixa levar e deixa a criança fascinada tomar conta ao se deparar com seu ídolo. É uma atuação registrada, sem amarras. Nos papéis do ex-mulher e da filha de Nick estão Sharon Horgan (de Noite do jogo) e Lily Mo Sheen (que é ninguém menos do que a filha de Michael Sheen e Kate Beckinsale). Adorei as duas! E ainda tem Tiffany Haddish e Neil Patrick Harris em personagens fictícios. Demi Moore e o diretor David Gordon Green, que dirigiu Cage em Joãode 2013, aparecem como eles mesmos.

Nessa aventura toda, é impossível não rir, sorrir, e se encantar com um filme/ homenagem que vai fazer você ficar mais fã ainda de Nicolas Cage. Sério candidato à lista de melhores do ano!

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