Itamaraty e assessores de Bolsonaro no Planalto travam guerra interna

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Não é nada pacífico atualmente o clima na seara internacional do governo Jair Bolsonaro. A cúpula do Itamaraty e auxiliares presidenciais que o assessoram na área travam, nos bastidores, uma verdadeira guerra interna que deve respingar na agenda internacional do presidente.

A disputa envolve os três principais protagonistas da área: o ministro das Relações Exteriores, Carlos França; o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, o olavista Filipe Martins; e o secretário de Assuntos Estratégicos do governo, almirante Flávio Rocha.

Antes aliados de primeira hora, França e Rocha se distanciaram nos últimos meses. Segundo aliados do chanceler, o ministro se incomodou com agendas e viagens sem relação com a pauta internacional de Bolsonaro que estariam sendo feitas pelo almirante sem coordenar com o Itamaraty previamente.

Fontes do governo dizem que o afastamento entre eles vem desde o final de 2021. O início da guerra na Ucrânia, no final de fevereiro deste ano, teria reaproximado os dois durante um período, por terem posições pró-Rússia parecidas. Nas últimas semanas, porém, a relação voltou a azedar.

Tentativa de rasteira

O distanciamento é tamanho que os despachos entre os dois, antes comuns, passaram a ser raros. O próprio chanceler tem cortado o almirante de algumas agendas e reuniões sobre temas internacionais, o que  vem incomodando Flávio Rocha, segundo aliados do militar da Marinha.

Nos últimos dias, diplomatas próximos a França passaram a atribuir a Rocha um movimento para derrubar o chanceler do cargo. A aposta no Itamaraty é de que o almirante estaria tentando se cacifar para emplacar o sucessor ou para assumir ele próprio o ministério, o que o grupo de Rocha nega.

Aliados de França ressaltam que o ministro é apoiado por aliados influentes de Bolsonaro. Um dos principais padrinhos seria o atual ministro do TCU Jorge Oliveira, que já foi ministro do governo e trabalhou com o atual presidente da República desde que o então chefe era deputado federal.

Olavista isolado

O terceiro protagonista da guerra é Filipe Martins, isolado tanto por Flávio Rocha quanto Carlos França. O assessor olavista era ligado ao ex-chanceler Ernesto Araújo e perdeu espaço na agenda internacional de Bolsonaro desde a saída do então ministro das Relações Exteriores, em março de 2021.

Desde então, Martins se aproximou mais de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para tentar exercer alguma influência sobre a pauta internacional do presidente. Nos últimos dias, os dois venceram uma queda de braço com Carlos França na nomeação do novo embaixador do Brasil nos Emirados Árabes.

No Planalto, é atribuído a Martins e a Eduardo a articulação para emplacar como embaixador Marcos Degaut, secretário de produtos de Defesa do Ministério da Defesa. Degaut foi indicado por Bolsonaro nesta semana contra a vontade do atual chanceler, que rejeitava o nome por não ser um diplomata de carreira.

Ministros do governo de outras áreas ressaltam que, com o rompimento entre os principais auxiliares de Bolsonaro na área internacional, o principal prejudicado tem sido o próprio presidente da República, que acaba tendo três aconselhamentos, muitas vezes distintos e até opostos.

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